Prepare-se: Cruzeiro pode fazer Brasileiro mudar campeão, vaga na Libertadores ou rebaixado após o seu fim

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Willian celebra gol pelo Cruzeiro sobre o Atlético-MG: transferência em litígio
Willian celebra gol pelo Cruzeiro sobre o Atlético-MG: transferência em litígio Denis Dias/Gazeta Press

O Brasileiro não deve acabar no começo do dezembro, quando acontece a última rodada. Ao entrar com recurso na CAS, a Corte Arbitral do Esporte, no caso em que foi punido pela Fifa com a perda de seis pontos por calote em time ucraniano na compra de William Bigode, o Cruzeiro pode, em última instância, até mudar, depois da bola parar, o campeão, vaga na Libertadores ou rebaixado.

Isso por que o caso deve ter uma definição apenas, com sorte, em 2020, meses depois do final do Brasileiro-19.

Em seu site, a CAS estima que os casos que analisa demoram entre seis e 12 meses para serem decididos. Em nota, o próprio Cruzeiro estima que o caso será julgado em dez meses. A corte até admite que casos urgentes podem ser avaliados com mais pressa.

VÍDEO - Thiago Neves diz que clássicos são mais importantes que a turbulência que passa o Cruzeiro: 'Não vai interferir'

Mas um outro caso mostra que a definição do Brasileiro não terá esse tratamento. Na confusão que foi a final da Libertadores do ano passado, quando pedradas fizeram o jogo entre Boca e River sair de Buenos Aires e para Madri, o time da Bombonera foi ao CAS para ganhar os pontos, já que foi o alvo da selvageria.

O órgão negou a emergência, e o caso terá audiências agora em julho, quase oito meses depois.

Ou seja: imagine que o Cruzeiro ganhe o Brasileiro, leve uma vaga na Libertadores ou se salve do rebaixamento com menos de seis pontos de vantagem. E depois a CAS confirme a punição da Fifa e que ela seja paga no Brasileiro de 2019. O Cruzeiro ainda poderia pagar a multa e evitar a sanção, mas o caos já estará feito. Prepara-se para muita emoção no tapetão, só que agora na Suíça.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Pontapé em torcedor, 'chicletada', homofobia, chilique, mau perdedor: sobrou falta de educação na Copa América

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Faltou futebol, sobrou má educação. A Copa América do Brasil mostrou que o futebol sul-americano sofre para repetir a qualidade do passado. Mas comprovou que os bons modos seguem sendo algo raro por aqui.

Teve de tudo. Das arquibancadas, o idiota grito homofóbico importado do México quando um goleiro vai bater o tiro de meta. Quando um torcedor resolveu invadir o gramado no duelo contra o Uruguai, o zagueiro chileno Jara resolveu ser justiceiro e derrubar o invasor com um pontapé.

Outro chileno, Medel, foi todo valentão contra Messi com peitadas e cabeçada. Depois foi flagrada arremessando um chiclete contra torcedores na saída da Arena do Corinthians.

O VAR sul-americano foi um desastre. E ficou ainda pior pela insistência com que os jogadores reclamavam dele. A falta de educação dos organizadores apareceu no péssimo estados dos gramados.

Mas o pior foi o que aconteceu no último final de semana. No sábado, na disputa do terceiro lugar, Messi, o melhor jogador do mundo, colocou a credibilidade da Conmebol em xeque e afirmou que o campeonato estava "armado" para o Brasil ganhar. Feio fazer isso sem provas e depois de mais um fracasso do camisa 10 com a seleção argentina.

E, na grande decisão, o papelão ficou com Gabriel Jesus, que até então brilhava contra o Peru, com um gol e uma assistência. Após sua expulsão, questionável, ele deu um verdadeiro chilique. Fez o gesto tradicional quando um time "está sendo roubado". Deixou o gramado xingando e ainda tentou derrubar a cabine do VAR na beira do gramado.

Tudo muito feio.




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Suspensão de até dois anos e multa de quase R$ 200 mil: pelo regulamento, o que pode acontecer com Messi

Paulo Cobos
Paulo Cobos

As fortes palavras de Messi contra a Conmebol, acusando a Copa América de corrupção e que o torneio está "armado" para o Brasil ganhar, podem, na teoria, deixar o craque argentino fora dos gramados por até dois anos.

O regulamento da competição disputada no Brasil aponta que o Código Disciplinar da Conmebol vale para a competição. E, pelo artigo 7 do código, um jogador não pode "insultar de qualquer maneira e por qualquer meio a Conmebol, suas autoridades, seus oficias, etc".

E a pena para quem fizer isso pode ser pesada. Quem não cumpre o artigo 7 tem as punições previstas no artigo 20. E elas podem ser brandas, como advertência e repreensão. Mas, para quem acusa alguém de corrupção sem provas, é de se imaginar que as penas mais pesadas podem ser aplicadas.

O item D do artigo 20 diz que um jogador que insulta a Conmebol pode receber uma suspensão de até 24 meses. Ainda existe a chance de uma multa de até US$ 50 mil. E até a retirada da licença do profissional no futebol.

Dá para acreditar que a Conmebol faria isso com Messi?

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Craque, mico, Messi decepção, Neymar 'fair play': a arriscada escolha dos melhores e piores da Copa América antes da final

Paulo Cobos
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Messi ficou devendo na Copa América
Messi ficou devendo na Copa América Getty

Na Copa do Mundo de 2002, a escolha de melhor do campeonato entrou para a história. E não foi pela qualidade do vencedor. 

A Fifa resolveu fazer a eleição antes da final entre Brasil e Alemanha. E o eleito foi o goleiro Khan. Já como o craque do Mundial, ele falhou feio na decisão, e Ronaldo Fenômeno, autor de dois gols na final, foi campeão e artilheiro, mas não foi o melhor.

Assim, não é nada prudente escolher os melhores e os piores de um campeonato antes da sua grande decisão. Mas o blog resolveu arriscar e fazer sua lista da Copa América antes de  Brasil x Peru, neste domingo. Também não esperou a disputa pelo terceiro lugar, entre Argentina x Chile (Messi pode até arrebentar, mas não vai mudar o fato que mais uma vez ele foi a decepção). Confira:

 Craque
Escolher um lateral direito é a prova que a Copa América não arrancou suspiros pelo seu futebol ofensivo. Mas Daniel Alves deu um show de eficiência. Aos 36 anos, o brasileiro foi perfeito na marcação. Apareceu no ataque como se ainda fosse um garoto. Deu assistências precisas. E ainda esbanjou liderança.

Volta por cima
Ele já mostrou categoria na sua volta ao futebol no Internacional depois do gancho por um doping que cada vez parece mais injusto. Só por isso ele estar numa final com o Peru já era suficiente para Guerrero ter dado a volta por cima. Mas ele fez gols (luta pela artilharia) e ganhou manchetes e elogios até na Europa.

Técnico
Tite pode, e deve, ganhar o título. Mas nenhum treinador fez tanto com tão pouco como o argentino Ricardo Gareca pelo Peru. Depois de levar o país para uma Copa do Mundo, colocou os peruanos na decisão da Copa América. E brilhando em vários momentos, como na semifinal contra o Chile.

Revelação
Parece estranho falar em revelação numa competição de seleções.  Mas antes da Copa América, pouca gente na Europa sabia quem era Everton Cebolinha. Agora, depois de gols e dribles que tiraram o Brasil da letargia, o gremista é desejado por uma penca de grandes europeus.

Decepção
Um passe aqui, um brilhareco ali. Para um jogador comum, a nota 6 até que estaria OK. Mas para quem é 5 vezes melhor do mundo, Messi, de novo, foi uma decepção. Em alguns jogos, ele parecia ser até pior do que o resto do já fraco time da Argentina. E de novo vai embora do Brasil sem um título.

Mico
Esta talvez é a disputa mais dura, e o "título" fica dividido. Pelo preço dos ingressos e os milhares de lugares vazios nos estádios, a Conmebol é a primeira escolhida. Divide o "prêmio" com o VAR. Muito usado em alguns jogos, quase nada em outros. E longos minutos de espera até para decidir cartão amarelo.

'Fair play'
Não. Este não é o prêmio para quem foi leal. É para quem não "fez falta alguma". E o ganhador é Neymar. O Brasil precisa dele para ganhar uma Copa do Mundo, mas para uma Copa América sua ausência não foi sentida. A seleção chegou na final e viveu numa paz rara sem o seu camisa 10.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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'Dembélé é melhor', de novo: volta ao Barcelona é cada vez mais humilhação para Neymar

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Há nove dias, o blog relatou como Neymar precisava se "rastejar" para agradar cartolas, torcida e imprensa catalã para voltar ao Barcelona. Nesta sexta-feira, o clube subiu ainda mais o tom, com a entrevista coletiva do presidente Josep Maria Bartomeu.

Na mesma conversa em que dizia não poder falar sobre a possível volta de Neymar por que ele é de outro clube, o cartola afirmou abertamente o interesse pelo francês Griezmann, que afinal ainda tem contrato com o Atlético de Madrid.

Mas as palavras de Bartomeu ganharam ares de humilhação quando ele foi questionado sobre uma declaração antiga. em que afirmou que o francês Dembélé era "melhor do que Neymar". O dirigente confirmou o que disse: "Dembélé é jovem, talentoso, diferente do que que existe no mundo do futebol. Gosto muito. O considero melhor que Neymar. Tem muito que se desenvolver, e queremos que o faça no Barcelona".

OK. Dembélé é jogador do Barcelona e seria burrice desvalorizá-lo. Mas Bartomeu poderia ser mais político, afirmar que são dois craques, que seria ótimo ter os dois. 

Neymar com a camisa do Barcelona
Neymar com a camisa do Barcelona Getty Images

Mais uma vez: se for para jogar em um clube que acha que Dembélé é melhor, vale Neymar voltar para o Barcelona?

Veja abaixo o texto do último dia 27 sobre Neymar se "rastejando" para voltar ao Barcelona.

Imprensa catalã, torcida e diretoria do Barcelona  aceitam Neymar de volta, mas o fazendo rastejar

Ele se oferece. Ele precisa se desculpar pela forma como saiu. Ele precisa ganhar menos. Ele precisa tirar ação conta o clube na Justiça. Ele precisa aceitar ser coadjuvante.  Cada vez está mais claro que o Barcelona aceita Neymar de volta, mas não sem antes fazer o craque se rastejar.

Desde que o PSG deu o sinal que pretende se livrar do brasileiro por quem pagou quase R$ 1 bilhão há apenas dois anos, a imprensa catalã publicou dezenas de matérias com "condições" para que Neymar seja aceito de volta.

Começa por Neymar e seu pai desistindo da disputa que travam com o clube por uma bolada de 26 milhões de euros. Os brasileiros alegam que era um valor combinado por um bônus antes da ida para o PSG.  Quer voltar ao Barcelona? Então abra mão desse valor, que não é o único.

A mídia espanhola, especialmente a catalã, decreta que Neymar não pode nem pensar em ganhar o que recebe no PSG, por volta de 37 milhões de euros. Só topam que ele ganhe no máximo 24 milhões de euros.

Ponto de honra é uma espécie de pedidos públicos de desculpas por Neymar ousar deixar o  "mais que um clube" pelo emergente time de Paris, de muito dinheiro e pouca tradição.  Segundo o diário "Sport", o brasileiro já teria aceitado tornar público seu arrependimento por “ter se deixado levar pela exorbitante oferta parisiense".

E não adianta pensar que Neymar vai voltar para ser um dos comandantes do Barcelona. Após fracassar no PSG, agora é aceitar em ser coadjuvante de Messi.

Se antes a humilhação parecia restrita ao que diziam jornais e torcedores nas ruas, ela ficou oficial nesta quinta-feira, quando o vice-presidente do Barcelona disse em entrevista que é "Neymar quem quer voltar ao clube, mas que antes há muitas coisas para se revolver".

Será que vale fazer tudo o que os catalães querem para voltar ao Barcelona?

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Mais campeão no século que Barcelona, Real e City e United juntos, Daniel Alves caminha para o 40º, e mais importante, título

Paulo Cobos
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Guerrero não vai gostar. Mas é claro que o Brasil tem um favoritismo enorme para neste domingo ganhar do Peru no Maracanã e conquistar a Copa América. E se isso acontecer, irá significar uma marca redonda no currículo do mais vitorioso jogador da história do futebol.

Confirmado o título, será o 40º da carreira profissional de Daniel Alves, que começou justamente no primeiro ano deste século, em 2001. Ele foi campeão em todos clubes que jogou: Bahia, Sevilla, Barcelona, Juventus e PSG.

Para se ter uma ideia de como o lateral direito é vencedor, basta comparar suas taças com a dos maiores clubes do Brasil e do mundo no mesmo período. Desde 2001, o time brasileiro mais vitorioso é o Internacional, com 19 títulos, seguido pelo Corinthians, com 18.

Ele vence também todos gigantes europeus no ranking de troféus deste século.  O Barcelona tem 34 títulos no período, assim como o Bayern de Munique . Real Madrid(27) e Juventus (20) ficam longe. Os 39 títulos de Daniel Alves superam até os de Manchester City e Manchester United somados desde 2001 (35).

Dani Alves levanta taça pelo PSG
Dani Alves levanta taça pelo PSG Getty Images

Daniel Alves já ganhou Champions League, Mundial de Clubes, o Espanhol, o Italiano e o Francês. Já enfrentou adversários e jogadores muito melhores do que desafia nesta Copa América. Mas, na opinião do blog, nenhum título será mais importante para ele do que seria o deste domingo.

Não faltam motivos. Ele será o capitão que vai levantar a taça. Ele foi o líder que faltou na Copa de 2018. Ele jogou muito aos 36 anos. Ele deu provas que pode ser sim o lateral do Brasil na Copa de 2022. Ele não precisou de Messi ou Neymar para levar o time à final.

E ele foi mais Daniel Alves do que nunca. Falando sempre o que acha. Você pode gostar. Ou não.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Da Torre Eiffel a 'grande blefe': saída do PSG vai fazer Neymar sentir saudade do jeito caótico que deixou Santos e Barcelona

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Neymar saiu do Santos depois de jogar a final do Mundial de Clubes já vendido para o adversário. E sua relação com o clube que o revelou acabou na Justiça.  Neymar deixou o Barcelona logo depois de ter renovado contrato e ignorando o apelo de ídolos do clube catalão para ficar. E seu relacionamento com o time que sempre disse que sonhava jogar acabou na Justiça.

O melhor jogador brasileiro da década teve duas saídas caóticas dos dois primeiros clubes da sua carreira. Mas caminha para ter um adeus ainda mais conturbado no terceiro.

A lua de mel entre Neymar e a França, um país bem mais frio na sua relação com o futebol, teve direito até homenagem na Torre Eiffel, que custou pelo menos R$ 200 mil e já irritou moradores de Paris que não admitiam que um monumento da cidade fosse palco de um "evento publicitário".

No começo,  a mídia francesa pouco dava bola para os problemas que o camisa 10 acumulava no PSG. Briga com Cavani, os parças, a vida ativa atribulada nas redes sociais. Nada importava. Tudo era inveja espanhola por ter perdido o craque.

Mas chegaram às contusões, os cartões que tiraram Neymar de jogos decisivos. E também a agressão contra um torcedor nas tribunas de um estádio. E agora nada "presta" no brasileiro. Ele não é profissional, acaba com o clima no vestiário, é egoísta.

Torre Eiffel
Torre Eiffel Getty Images

E a sisuda mídia francesa diz agora que Neymar é um "grande blefe", como cravou o L'Équipe.

O cada vez mais certo divórcio ainda não vai gerar os "bens" que Neymar deixou no Santos e no Barcelona. Nos dois clubes, ele saiu com títulos importantes e com o reconhecimento dos torcedores que jogou muito e se entregou. O que não fez no PSG.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Riquelme, Tevez, Aguero e mais dezenas: culpar companheiros por fracassos de Messi na seleção é ofensa ao futebol argentino

Paulo Cobos
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Já foram gastas milhares de palavras para tentar explicar o motivo do Lionel Messi da seleção argentina não chegar nem perto do mesmo jogador que encanta e acumula títulos atuando pelo Barcelona. Concordo com muitas delas, mas uma bem popular me causa repulsa.

Da conversa da padaria até discussões em mesas redondas, muita gente boa diz que na seleção ele não tem companheiros com a mesma qualidade. É verdade que a atual Argentina não é das melhores, mas culpar a qualidade dos colegas nos mais de 10 anos que Messi joga por seu time nacional é uma ofensa ao futebol argentino.

Vamos começar pela primeira competição oficial em que Messi foi titular (na Copa de 2006 ele ainda dava seus primeiros passos na seleção como suplente).

Messi, Tevez, Riquelme e Aimar em jogo de 2007
Messi, Tevez, Riquelme e Aimar em jogo de 2007 Getty

Na Copa América de 2007, a Argentina perdeu a final para um Brasil com um time B. E Messi não foi capaz de levar seu país ao título mesmo jogando com uma verdadeira constelação de craques.  Ao seu lado atuaram, só contando o time titular, craques como Mascherano, Riquelme, Verón e Tevez.

Três anos depois, na África do Sul, Messi foi pela primeira vez titular da Argentina numa Copa. Tudo bem que o treinador era Maradona, mas novamente a Argentina tinha um elenco recheado de estrelas. Estavam no grupo novamente Verón e Tevez. E vários outros jogadores emergentes de primeira, como Aguero, Di María, Higuaín e Pastore.

E foram mais edições de Copa América e Mundial sem que Messi acabasse com a sina de fracassos da Argentina que já dura 26 anos. E quase sempre jogando ao lado de jogadores avaliados em dezenas de milhões de euros e estrelas em gigantes europeus.

O que também sugere um outro mistério. Por que no Barcelona Messi consegue elevar o nível de jogo dos companheiros, e na Argentina eles parecem jogadores comuns?

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Pelo direito de não ser mercadoria: por que Bale se recusa a entrar em barca de dispensas do Real e vira herói do Mercado da Bola

Paulo Cobos
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O Real Madrid não quer mais Gareth Bale. No meio de um processo de renovação e precisando de espaço no elenco e dinheiro para mais contratações, o mais poderoso clube do mundo não esconde que o galês está à venda.

E com requintes de crueldade. Depois de virar reserva, o meia que já foi o jogador mais caro do mundo tem seu nome colocado em todas as listas de barca de dispensas do clube, muitas delas plantadas por gente ligada ao clube em jornais da Espanha.

Mas Bale não admite ser tratado como uma mercadoria. Não importa que o Real Madrid não o quer mais. Ele tem contrato até 2022, e bate o pé que não vai sair, como disse agora seu agente.  "Ele não tem a intenção de sair e está pronto para começar na próxima semana a pré-temporada", afirmou Jonathan Barnett.

Bale em ação pelo Real Madrid
Bale em ação pelo Real Madrid Getty Images

Numa época em que o futebol virou um grande negócio e craques como Neymar querem trocar de clube como trocam de penteado, Bale tem a coragem de cobrar o óbvio. Ele tem um contrato assinado. Se cumpre com o que está escrito nele, tem todo o direito de ficar no lugar para onde se programou para morar por alguns anos.

É fácil atacar a 'dolce vita' em Madri, como já ironizou um jornal,  de Bale na ensolarada capital espanhola. Mas se ele e sua família são felizes morando lá, não é a "vontade" do Mercado da Bola que vai mudar isso.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Como 'autorização expressa' faz Brasil ser esculachado por Messi e companhia para todo planeta

Paulo Cobos
Paulo Cobos


No regulamento da Copa América, o termo "terreno de juego" (ou gramado) aparece 27 vezes. No papel, o rigor com sua qualidade dos campos na competição que está sendo disputada no Brasil seria extremo. 

No 6º parágrafo do artigo 20, por exemplo, está escrito que 'os estádios e campos de treinamento oficial não poderiam ser usados para jogos e outros atos nos 30 dias prévios e durante a competição". E com ameaça de "sanções disciplinares" para quem não respeitar.

Mas o mesmo parágrafo afirma que isso poderia ser deixado de lado em caso de "autorização expressa" da Conmebol. E elas foram dadas de baciada pela entidade. O resultado: os gramados brasileiros são esculachados para todo o planeta.

Quem puxa as críticas é justamente a maior estrela do evento. Messi disse após a vitória contra a Venezuela, no Maracanã, que os gramados da Copa América são uma "vergonha".  

"É muito difícil [dominar a bola], todos os campos são ruins, não permitem conduzir a bola. Parece um coelho a bola, quicando para todo lado. É difícil para controlar. Mas isso é para todos. Não favorece um bom jogo", afirmou o argentino.

Messi ajeita bola durante jogo entre Argentina e Venezuela, no Maracanã, pela Copa América
Messi ajeita bola durante jogo entre Argentina e Venezuela, no Maracanã, pela Copa América Bruna Prado/Getty Images

O país poderia ter se livrado dessa se tivesse investido em gramados. Ou pelo menos atenuar a situação cumprindo os 30 dias de resguardo.

A Copa América começou no dia 14 de junho.  Mas o Mineirão teve jogo no dia 8 de junho. O Maracanã recebeu um Fla-Flu apenas cinco dias antes da Copa América começar. Na Fonte Nova a bola rolou até 29 de maio, assim como a Arena do Grêmio, o gramado campeão de reclamações.

Melhor fez o Allianz Parque, que por compromissos comerciais resolveu ficar fora da Copa América e agora não apanha de Messi...




Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Como 'Simeone', Tite é nota 10; o problema é que o Brasil sonhava que ele seria 'Guardiola'

Paulo Cobos
Paulo Cobos
Tite durante partida entre Brasil e Venezuela
Tite durante partida entre Brasil e Venezuela Getty

Admito. Não tenho problema nenhum em gostar de times que fazem da marcação uma questão de vida ou morte. Mas sei que isso é uma exceção cada vez mais rara. E por isso dá para mensurar o tamanho da decepção com o trabalho de Tite na seleção brasileira.

Quando ele foi contratado, em 2016, os brasileiros sonhavam que ele seria uma espécie de "Guardiola" dos trópicos, sentimento que ganhou força depois dos bons resultados e exibições nas eliminatórias. 

O país esperava que o técnico gaúcho incorporasse o toque de bola, o jogo bonito e a audácia do catalão. Três anos depois, com uma decepção na Copa da Rússia e o time suando para passar por rivais como Bolívia, Venezuela e Paraguai na Copa América, o que temos é um time que lembra muito mais o treinador de ponta que é a antítese do que é Guardiola.

Quando você escuta que a seleção brasileira dá "sono" e vê que o time não tem imaginação para furar uma retranca, mas tem uma defesa impecável, só dá para comparar o time nacional com  o Atlético de Madrid de Diego Simeone.

E caro Tite: não ache que isso, para mim, é uma ofensa. Por laços familiares, sou um torcedor do Atlético e aprendi a adorar o técnico argentino por ter resgatado um time da mediocridade absoluta para ser campeão espanhol e ir à final da Champions duas vezes.

Aliás, você montou uma defesa ainda mais segura que a do Cholo Simeone. Com você no comando, a média de gols sofridos da seleção é de 0,25 por jogo, bem melhor que a média de 0,73 do Atlético na era Simeone.

Seu problema Tite, é que eu não conto nada. E seleção brasileira não é o Atlético de Madrid.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Imprensa catalã, torcida e diretoria do Barcelona aceitam Neymar de volta, mas o fazendo rastejar

Paulo Cobos
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Neymar terá que aceitar muita coisa para voltar
Neymar terá que aceitar muita coisa para voltar ESPN

Ele se oferece. Ele precisa se desculpar pela forma como saiu. Ele precisa ganhar menos. Ele precisa tirar ação conta o clube na Justiça. Ele precisa aceitar ser coadjuvante.  Cada vez está mais claro que o Barcelona aceita Neymar de volta, mas não sem antes fazer o craque se rastejar.

Desde que o PSG deu o sinal que pretende se livrar do brasileiro por quem pagou quase R$ 1 bilhão há apenas dois anos, a imprensa catalã publicou dezenas de matérias com "condições" para que Neymar seja aceito de volta.

Começa por Neymar e seu pai desistindo da disputa que travam com o clube por uma bolada de 26 milhões de euros. Os brasileiros alegam que era um valor combinado por um bônus antes da ida para o PSG.  Quer voltar ao Barcelona? Então abra mão desse valor, que não é o único.

A mídia espanhola, especialmente a catalã, decreta que Neymar não pode nem pensar em ganhar o que recebe no PSG, por volta de 37 milhões de euros. Só topam que ele ganhe no máximo 24 milhões de euros.


Ponto de honra é uma espécie de pedidos públicos de desculpas por Neymar ousar deixar o  "mais que um clube" pelo emergente time de Paris, de muito dinheiro e pouca tradição.  Segundo o diário "Sport", o brasileiro já teria aceitado tornar público seu arrependimento por “ter se deixado levar pela exorbitante oferta parisiense".

E não adianta pensar que Neymar vai voltar para ser um dos comandantes do Barcelona. Após fracassar no PSG, agora é aceitar em ser coadjuvante de Messi.

Se antes a humilhação parecia restrita ao que diziam jornais e torcedores nas ruas, ela ficou oficial nesta quinta-feira, quando o vice-presidente do Barcelona disse em entrevista que é "Neymar quem quer voltar ao clube, mas que antes há muitas coisas para se revolver".

Será que vale fazer tudo o que os catalães querem para voltar ao Barcelona?

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Calderón, Highbury, White Hart Lane e agora San Siro: quando um estádio é demolido, a beleza de seu nome vai junto

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nada contra modernas arenas. E dá para entender que elas tenham "naming rights", afinal alguém precisa ajudar a pagar a conta (o Corinthians que o diga). Mas quando surge a notícia que um estádio mítico será demolido, como agora o milanês San Siro,  não é só a arquibancada que vira pó.

Também é certo que no lugar de nomes sonoros, que ajudam a contar a história dos clubes ou de onde eles estão localizados, entrará o de uma empresa que pode estar longe dessa arena daqui  a alguns anos depois que o contrato acabar.

O Asenal joga hoje no moderno Emirates, mas aposto que qualquer torcedor do time inglês preferia quando sua casa era chamada de Highbury. Na mesma Londres, o fã do Tottenham está orgulhoso da sua casa recém inaugurada, mas não dá para esquecer que a antiga foi batizada como se fosse poesia: White Hart Lane. 

Highbury
Highbury divulgação

A Espanha também começa a aposentar seus velhos estádios e trocar nomes históricos por outros batizados por empresas. O Atlético de Madrid se desfez de seu Vicente Calderón para jogar no Wanda, nome de uma empresa chinesa

O Real Madrid até promete manter o Santiago Bernabéu no estádio que vai reformar inteiro, mas junto com o de um "naming right".  E mesmo para os brasileiros, que sofreram com a dura derrota para a Itália na Copa de 1982 no estádio, é triste saber que o Espanyol de Barcelona não joga mais no Sarriá.

O primeiro estádio que viu o Brasil ser campeão também não existe mais. O Rasunda, em Estocolmo, foi demolido, Agora a principal casa do futebol sueco é a "Friends Arena". Bem sem graça.

Estádios das Antas, Delle Alpi. A lista de campos que foram demolidos é grande. No Brasil, acho ótimo que o torcedor palmeirense tenha adotado o nome Allianz Parque e brigue para que ele seja chamado assim. Mas era gostoso quando a discussão se o antigo estádio era o Palestra Itália ou o Parque Antártica.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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VIPs, na boca livre ou pagando até R$ 4 mil por um jogo, abandonam seleção de Tite na Copa América

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Aconteceu de novo. Na segunda rodada da Copa América, milhares de lugares ficaram vazios no jogo da seleção brasileira contra a Venezuela na Fonte Nova, assim como havia acontecido na estreia contra a Bolívia.

A organização do torneio, que demorou mais de 72 horas para explicar a estranha renda recorde do jogo no Morumbi, ainda não divulgou o borderô do confronto no estádio de Salvador. Mas, pelos clarões na área central das cadeiras, dá para imaginar que novamente quem desprezou a seleção foram os VIPs.

E isso desde aqueles agraciados com uma boca livre quanto os que pagam os ingressos mais caros da competição continental.

Ao explicar o que aconteceu na abertura, a Conmebol relata que cerca de 8 mil dos lugares vazios foram em assentos de "cortesia", no setor mais caro das cadeiras (R$ 590) e na área de hospitalidade, em que também existe o serviço de comida e bebida e que em alguns casos custava quase R$ 4 mil.

Os ingressos de "cortesia" na abertura não foram dados a pessoas carente. Muito pelo contrário, Ao repórter Thiago Cara, a organização disse que esses ingressos foram distribuídos "às Associações Nacionais participantes do torneio, patrocinadores, parceiros e detentores de direitos do evento e tribunas de convidados".  Foram entregues 3.968, mas apenas 918, ou apenas 23%, compareceram ao Morumbi.

Pelo relato da organização, 2.366 entradas para o setor de "hospitalidade", quase metade da capacidade da área, ficaram encalhados.

Por fim, pessoas que compraram o ingresso comum mais caro, segundo a organização, desistiu em massa de confirmar a compra do ingresso. A versão oficial é que 1.873 ingressos da categoria 1 ficaram encalhados depois que seus compradores fizeram a reserva, mas não concluíram a compra. Não há relatos do mesmo "fenômeno" nos setores mais baratos.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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São Paulo fica com só 1,5% de renda recorde da Copa América, pouco mais do que se gastou com 'decoração e sinalização'

Paulo Cobos
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Estádio do Morumbi antes de Brasil x Bolívia pela Copa América
Estádio do Morumbi antes de Brasil x Bolívia pela Copa América Gazeta Press

Depois de muita polêmica, a organização da Copa América divulgou o borderô do jogo de abertura da competição, entre Brasil e Bolívia. Nele, ficam detalhados as receitas por tipo de ingresso e as despesas da partida, realizada no estádio do Morumbi.

Dos R$ 22,476 milhões da renda bruta, sobraram R$ 16,194 milhões depois do pagamento de todas as despesas, muitas delas milionárias como a arrecadação total. A segurança do jogo, por exemplo, custou R$ 1,097 milhão. Mais caro ainda foi o valor dos ingressos e sistemas de acesso: R$ 1,514 milhões. A locação de "estruturas complementares" ficou em R$ 777 mil.

Já o São Paulo, que chegava a cobrar 12% do total da renda quando seus rivais jogavam na sua casa, ficou com uma fatia bem menor. Segundo o borderô, o aluguel do Morumbi saiu por apenas R$ 350 mil, ou 1,5% da arrecadação total.

Valor próximo ao de despesas mais simples. Foram gastos, por exemplo, R$ 309 mil com "decoração e sinalização".  O "serviço de ambientação convidados" saiu por R$ 153 mil. "Serviços de alimentação" ficaram em R$ 271 mil.

Nas receitas, a Conmebol diz que não faltaram torcedores para comprar o ingresso de hospitalidade mais caro. Foram 231 vendidos no camarote "Exclusive", que tinha preço unitário de quase R$ 4 mil. Bem mais do que os 73 ingressos vendidos para deficientes, que custavam R$ 290. 

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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PSG já gastou mais de R$ 2 bilhões com Neymar; vendê-lo agora seria um prejuízo monstruoso

Paulo Cobos
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Nasser Al-Khelaifi, o presidente do PSG, deixou claro que Neymar tem "a porta aberta" para deixar o clube. Ainda reforçou que Mbappé é inegociável, mas o brasileiro não. A mídia francesa diz que o clube topa fazer negócio em caso de uma boa proposta.

Não dá para duvidar que irão aparecer ofertas pelo brasileiro. Mas uma "boa proposta" não irá evitar que o PSG tenha um prejuízo bilionário vendendo seu camisa 10 neste verão europeu.

Neymar já custou, em apenas duas temporadas, 467 milhões de euros com o craque, o equivalente a pouco mais de R$ 2 bilhões.  Foram 222 milhões de euros pagos ao Barcelona. Outros 100 milhões em impostos pela transação com o clube espanhol. O salário anual é de 35 milhões de euros. Mas eles são limpos, e o PSG então precisa gastar outros 37,5 milhões de euros por ano com o fisco francês. 

Hoje é difícil acreditar até que algum clube ofereça os mesmos 222 milhões que o PSG pagou ao Barcelona. Segundo o CIES, especializado em determinar o valor de mercado de jogadores, Neymar é hoje apenas o 17º mais caro do mundo, com uma avaliação de 124 milhões de euros.

Neymar e o presidente do PSG em sua apresentação, em 2017
Neymar e o presidente do PSG em sua apresentação, em 2017 LIONEL BONAVENTURE/AFP/Getty Images

Alguém pode argumentar que nos dois anos de muitas lesões e confusões na França, Neymar trouxe mais receitas e títulos para o PSG, mas não é bem assim. Na temporada 2017/2018, o PSG faturou 542 milhões, só 7% a mais do que no período anterior e praticamente os mesmos 521 milhões de euros da temporada 2015/2016.

Em campo, o time repetiu o que sempre fez desde que passou a ter o dinheiro farto do Qatar: domínio quase absoluto nas competições domésticas e fracassos na Champions League.

Você venderia Neymar agora? Eu não.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Mais caro até que na Eurocopa da rica França: Copa América trata torcedor brasileiro como um idiota e vê estádios vazios

Paulo Cobos
Paulo Cobos


Responda rápido: que ingresso pode ser mais caro, para um Itália x Espanha pelas oitavas de final da Eurocopa, no Stade de France, em Paris, ou para um Paraguai x Catar pela primeira fase da Copa América, no Maracanã, no Rio?

Se você cravou com certeza o duelo entre as duas potências europeias pela mais importante competição continental do futebol, errou!

Em uma região muito mais pobre do que a rica França, palco da Eurocopa de 2016, a Conmebol trata o torcedor como um idiota, cobrando uma pequena fortuna por um ingresso para a Copa América no Brasil e colhendo, como resultado, milhares de lugares vazios nos estádios, seja nos jogos da seleção brasileira ou em outros, como Venezuela 0 x 0 Peru, no sábado, que teve apenas 24% de ocupação em relação à capacidade geral da Arena do Grêmio, palco do 'confronto fantasma'

Na Eurocopa da França, os ingressos mais baratos para os jogos da primeira fase e também das oitavas de final custavam 25 euros, o equivalente a R$ 110 pelo câmbio atual. Na Copa América, a entrada da categoria 4, a mais barata disponível em todos os estádios, custa R$ 120 na primeira fase (nas arenas de Corinthians e Grêmio, existe um setor sem assentos que custa R$ 60).

Torcedores antes de Venezuela x Peru
Torcedores antes de Venezuela x Peru EFE

Nos setores mais caros, a Eurocopa francesa, quase sempre com estádios lotados, tinha ingressos mais caros do que na Copa América. Mas aí entra um outro fator que mostra o desprezo ao bom senso da Conmebol.

Na França, o salário mínimo é hoje de 1.521 euros (pouco menos de R$ 6,7 mil) Assim, o ingresso mais caro da Eurocopa, o de categoria 1 da grande final, que custava 895 euros, equivalia a 58% do mínimo que um trabalhador do país ganha.

No Brasil, o salário mínimo é de R$ 998. Um ingresso para a final da Copa América no setor mais caro do Maracanã custa R$ 890, ou quase 90% do salário mínimo. Dá para comprar o tíquete e sobram R$ 108. Com o preço da bebida e da comida nos estádios, não vai dar para se esbaldar.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Alguém precisa explicar os mistérios da 'maior renda da história', com ingresso médio valendo meio salário mínimo

Paulo Cobos
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A organização da Copa América precisa explicar o que aconteceu na bilheteria da abertura da Copa América, na vitória do Brasil sobre a  Bolívia no Morumbi. Depois de anunciar durante dias que os ingressos estavam esgotados, foi anunciado um público de 46 mil pagantes e pouco mais de 47 mil presentes.

O que significa que 20 mil assentos ficaram vazios, o que é provável pelos clarões em praticamente todos os setores do estádio. E, ao contrário do que aconteceu na Copa do Mundo, foi divulgada também a renda, de R$ 22,476 milhões, que é a maior da história já divulgada no país.

Mas esse número também tem algo estranho. Dividindo pelo número de pagantes, fica que o preço médio do ingresso no Morumbi foi de estratosféricos R$ 485. 

Pela tabela de preços da abertura da Copa América, apenas as entradas de categoria 1 tinham valor acima do preço médio. São os lugares nos três anéis do Morumbi no centro de campo, o que não deve dar metade da capacidade do estádio, Custavam R$ 590, e ainda havia meia-entrada a R$ 295. 

Torcedores nas arquibancadas do Morumbi durante abertura da Copa América
Torcedores nas arquibancadas do Morumbi durante abertura da Copa América EFE

Todos os outros setores tinham preço bem abaixo dos R$ 485 do preço médio divulgado. A categoria 2 era tabelada em R$ 390, a 3, em R$ 290, e a 4 em R$ 190. E sempre com meia entrada. 

Uma renda de R$ 22,5 milhões faria sentido com 67 mil pagantes no Morumbi, o que daria um tíquete médio de R$ 335.

Para terminar, o preço médio anunciado na vitória mostra o quanto o futebol brasileiro deixou de ser um passatempo do povo para se tornar  programa de elite. Em 1989, quando sediou a Copa América pela última vez, o Brasil decidiu o título com o Uruguai diante de mais de 132 mil pagantes no Maracanã.

Atualizando o ingresso médio pelo INPC, um dos índices oficiais de inflação do país, o valor hoje seria de apenas R$ 45.

Há 30 anos, o ingresso da final da Copa América contra o Uruguai comprava só 3 dólares e era 7% do salário mínimo, Agora, em abertura contra a Bolívia, uma entrada da Copa América compra US$ 120 e é quase metade do valor do salário mínimo.

Não é só no borderô que tem algo estranho.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Como valor de Neymar caiu mais de R$ 2 milhões, o preço de uma Ferrari, por dia em 2019

Paulo Cobos
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Para definir o valor de mercado de um jogador de futebol,  o CIES Football Observatory, entidade da Europa especializada no assunto, criou um complexo algorítimo. E ele mostra que a cotação de Neymar derreteu em 2019.

Em janeiro, ele era o terceiro do ranking, só atrás de do francês Mbappé e do inglês Kane. O brasileiro era avaliado em 197,1 milhões de euros. Agora, em junho, Neymar é apenas o 17º no ranking, com um valor estimado de de R$ 124,7 milhões.

Pelo câmbio atual, é como se a cotação do jogador do PSG perdesse mais de R$ 2 milhões por dia no período, praticamente o preço de uma Ferrari conversível Portofino no Brasil. No seu site, o CIES não detalha como é a composição do valor mercado de cada jogador. Para tentar entender como o preço de Neymar caiu tanto, resta recorrer à metodologia do levantamento.

Uma boa aposta para entender o que aconteceu com o melhor jogador brasileiro dos últimos tempos é no capítulo "prevendo o interesse". Nele, o CIES conta como contabiliza o desejo que um determinado jogador gera no mercado. 

Nesse capítulo, conta o poder esportivo e a situação financeira de um clube que tenha interesse em ter um jogador. Nesta janela, o Real Madrid esfriou claramente seu interesse por Neymar. E nenhum gigante inglês cogita tirar o jogador do PSG.

Neymar Ferrari Instagram
Neymar Ferrari Instagram Reprodução/Instagram

O estudo também considera, claro, o desempenho no clube atual e na seleção. O que nos últimos meses também não abona o brasileiro.

Mas a principal dica para entender a desvalorização de Neymar está no capítulo "fazendo seguro". Nele, o CIES diz que pode 'monitorar com precisão os valores atuais e futuros de jogadores sob contrato". E diz isso serve para a "possibilidade da perda de valor de um jogador, principalmente por meio de lesões".

Neymar vem de uma série de lesões. E pelas encrencas fora de campo , um "seguro" sobre seu futuro seria bem caro.



 

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Tá errado? 100 maiores ricaços do esporte faturam mais do que economia de 36 países

Paulo Cobos
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A revista "Forbes" divulgou nesta terça-feira sua tradicional lista dos 100 atletas mais bem pagos do mundo. A publicação mostra que é cada vez mais difícil entrar na lista.  Há cinco anos, para entrar no ranking era preciso ganhar US$ 17,3 milhões (R$ 67 milhões pelo câmbio atual). Agora, em 2019, a nota de corte passou para US$ 25 milhões, ou quase R$ 100 milhões.

Assim, a fortuna dos 100 mais ricaços do esporte chega a números estratosféricos. Somando o faturamento de todos os integrantes da lista de 2019, as receitas totais chegam a US$ 4,014 bilhões, ou quase R$ 12 bilhões.

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Você consegue imaginar quantos países têm um PIB (a soma de todas as riquezas produzidas por nação em um ano) menor do dinheiro que os 100 esportistas mais bem pagos ganham em apenas 365 dias?

Se você chutou baixo, errou feio. Segundo o Banco Mundial, que leva em conta o último dado oficial de cada lugar, nada menos do que 36 países, ou quase 20% das nações do planeta, produzem em um ano menos do que os 100 ricaços do esporte ganham.

A lista inclui países ricos, mas de população minúscula, como Andorra e San Marino. Outros pequenos bem pobres, como Lesoto e Timor Leste. E também vizinho brasileiro, como o Suriname.

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Mas também países com população grande, que não conseguem produzir o que apenas 100 atletas faturam. É o caso da africana Serra Leoa, com mais de 6,3 milhões de habitantes. De acordo com o Banco Mundial,  o PB do país é de US$ 3,775 bilhões.

Isso significa que cada país vive, na média, com R$ 6 por dia. Não dá o que ganham Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar por segundo.


Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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Bom? Sem Neymar, seleção é medíocre em jogos oficiais e só ganhou de Venezuela e Haiti

Paulo Cobos
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Que a seleção brasileira necessitava da paz que não tinha com a presença de Neymar e todos seus problemas extra-campo é fato. Mas achar que, com um passe de mágica, a equipe vai melhorar sem ele é tolice. É só ver o que acontece com o time nacional desde 2011, quando ele estreou, em jogos oficiais.

Com seu maior craque em campo, o Brasil fez 35 jogos oficiais por Copa América, Copa das Confederações, Copa do Mundo e eliminatórias. Nesses confrontos, o aproveitamento é de ótimos 75%, com 23 vitórias, 10 empates e só 2 derrotas.

Quando ele ficou fora, por lesões ou suspensão, foram 11 partidas, com aproveitamento de apenas 45%. Vitórias foram apenas quatro, sendo que três contra a frágil Venezuela e uma diante da inexpressiva equipe do Haiti.

Neymar durante amistoso entre Brasil e Catar, em Brasília-DF
Neymar durante amistoso entre Brasil e Catar, em Brasília-DF EFE/Joédson Alves

Neymar não estava no 7 a 1 em que a Alemanha humilhou o Brasil como nunca, na Copa de 2014, vitimado por uma entrada violenta de um colombiano nas qurtas de final. Ele estava em campo na eliminação do Mundial de 2018, mas a derrota para a Bélgica ao menos não foi vergonhosa.

Ele também ficou fora nas eliminações de duas edições da Copa América, em 2015 e 2016.

Quando jogou, o Brasil teve seus melhores momentos na década, como na conquista da Copa das Confederações, em 2013, e na brilhante campanha das eliminatórias para o Mundial a partir do momento que Tite assumiu o time. Em ambos os casos com ele como protagonista.


Neymar é um problemão para qualquer um que o comande. Mas em campo não dá para brigar: ele faz muita falta.

Fonte: Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

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