A noite no Mineirão exigiu um Brasil diferente

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Nunca o Brasil, sob o comando de Tite, tinha finalizado tão pouco, somente quatro vezes. A menor marca, até este 2 de julho de 2019, era de dez em duas ocasiões, sempre excluindo as bloqueadas - Japão e Alemanha. O aproveitamento, porém, foi o melhor de todos, com dois gols em três arremates certeiros. Na posse de bola, foi a quinta vez que o adversário foi superior - a seleção teve 48.8%. Nas outras quatro ocasiões, três vitórias (1x0 Alemanha, 42.1%; 3x0 Argentina, 45.3%; 2x0 México, 48.6%) e uma derrota (0x1 Argentina, 39.7%).

A seleção brasileira fez o jogo que a noite pediu. Não conseguiu impor suas ideias ofensivas, mas contra-atacou com eficiência e lidou muito bem com a pressão que existia e toda tensão que surgiu no Mineirão. Ao mesmo tempo, mostrou novamente a solidez defensiva que marca o período da seleção com a atual comissão técnica

A estratégia argentina nos primeiros minutos foi subir a marcação, que era na prática em um 4-3-3, mantendo o trio ofensivo à frente, sem a necessidade de recompor a segunda linha. Messi começou aberto pela direita e depois passou a se movimentar com mais liberdade. Enquanto isso, o Brasil variava do 4-3-3 com a bola e o 4-1-4-1 na fase defensiva.

Foram dez minutos iniciais de muita tensão, claramente. Com divididas, faltas mais fortes, um cartão amarelo - Tagliafico, por entrada dura em Gabriel Jesus - e nenhuma chance criada dos dois lados.

Depois foi a Argentina que conseguiu colocar a bola no chão e, finalmente, o jogo passou a ter um pouco de futebol. Leandro Paredes, de fora da área, foi o primeiro a ameaçar. A seleção brasileira encontrou mais espaço e também criou. A partida continuava muito tensa.

Foi então que todo talento de Daniel Alves surgiu. O veterano lateral chapelou Acuña, driblou Paredes e achou Firmino aberto pela direita. Na movimentação típica do atacante do Liverpool, abrindo espaço para Gabriel, o jogador do City aproveitou o cruzamento e fez 1 a 0 aos 19.

A tensão ainda estava muito presente. O árbitro Roddy Zambrano, os auxiliares e o quarto árbitro tinham muito trabalho para lidar com os jogadores em campo e também com os reservas, além dos integrantes das duas comissões técnicas. Enquanto isso, a Argentina quase empatou com Agüero de cabeça, em levantamento de Messi na área após falta.

A partir de 35 minutos da primeira etapa, o jogo ficou mais calmo. O Brasil passou a tocar a bola a partir do campo de defesa sem ser pressionado, mas também deu espaço para os contra-ataques. Em um deles, Messi deixou Thiago Silva no chão com um passe espetacular para Agüero, que não aproveitou a oportunidade.

E a serenidade que tinha aparecido em campo das duas seleções, durou pouco. O primeiro tempo terminou com 16 faltas no total (Brasil 9x7 Argentina), discussão entre Daniel Alves e Acuña e cartões amarelos para os dois. Na posse de bola, muito equilíbrio com 51% a favor dos brasileiros, que marcaram em uma das duas finalizações que tentaram, contra seis dos argentinos.

Na prática, a partida mudou drasticamente após o gol brasileiro, e os números ajudam a demonstrar isso. A posse de bola do Brasil caiu de 61% para 43%, enquanto a Argentina, que tivera uma única finalização, assim como os donos da casa, conseguiu vantagem de cinco contra um a partir de então.

No intervalo, Tite mostrou mais uma vez que aprendeu com os erros da Copa do Mundo. Everton, apagadíssimo no jogo, saiu para dar lugar a Willian. Só que a Argentina voltou melhor, com Rodrigo de Paul participando mais do jogo na criação, colaborando com Messi, e passou a jogar contra o 4-4-2 na fase defensiva brasileira.

O jogo melhorou tecnicamente. Lautaro teve a primeira chance da segunda etapa em finalização na entrada da área. Coutinho respondeu com um chute por cima, depois que Firmino brincou de futebol de salão. Na sequência, pressão argentina, bola na trave em chute de Messi, cruzamento na pequena área, Alisson trabalhando.

Com Ángel di María na vaga de Acuña e Giovani lo Celso por De Paul, os argentinos ficaram ainda mais ofensivos. Quando o nome do jogo (junto com Daniel Alves), aos 26, apareceu para puxar um contra-ataque com arrancada espetacular e servir Roberto Firmino.

Jogadaça de Gabriel Jesus. Partidaça dele.

E foi também o melhor jogo da Argentina na Copa América, que teve Lionel Messi com grande atuação, 14 finalizações no total (somente duas certas) e reclamou muito da arbitragem - de pênaltis não marcados. 

Fonte: Gustavo Hofman, de Belo Horizonte-MG

Comentários

A noite no Mineirão exigiu um Brasil diferente

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Sem suas estrelas, Anderlecht empata clássico com o Standard Liège e permanece em má fase

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Standard Liège e Anderlecht disputaram o clássico da rodada do Campeonato Belga
Standard Liège e Anderlecht disputaram o clássico da rodada do Campeonato Belga Jupiler League

Um dos maiores clássicos do futebol belga terminou em empate neste domingo no Stade Maurice Dufrasne. Pela 19a rodada da Jupiler League, Standard Liège e Anderlecht ficaram no 1 a 1.

O resultado foi ruim para os dois times. O Standard Liège foi a 35 pontos na quarta colocação e se distanciou do líder Brugge, que tem 45 e uma partida a menos. Já o Anderlecht segue com péssima campanha: apenas o décimo na tabela, com 23 pontos, e há quatro rodadas sem vencer.

Vincent Kompany, mais uma vez, foi desfalque na equipe de Bruxelas. O veterano zagueiro de 33 anos, contratado no início da temporada como jogador/treinador, deixou as funções técnicas na prática. O galês Simon Davies se tornou o responsável por escalar o time, mas acabou demitido em outubro e substituído por Franky Vercauteren - figura histórica do clube também.

Taticamente os dois times entraram em campo na variação 4-3-3/4-1-4-1. O Standard Liège é comandado por um dos maiores nomes na história do futebol belga, Michel Preud'homme. Nas estatísticas, 58,8% de posse de bola para o Standard Liège, com 16 a cinco em finalizações (7x1 certas). Além de Kompany, o Anderlecht teve outros dois desfalques bem conhecidos: o francês Samir Nasri, outro que pouco jogou, e Nacer Chadli, esse sim bem importante na temporada até aqui com sete gols.

As duas equipes se alternaram no controle do jogo a partir da posse de bola, mas os donos da casa foram mais perigosos - ao menos criaram mais oportunidades e fizeram de Hendrik van Crombrugge, goleiro dos visitantes, o melhor em campo. Houve muita tensão entre os jogadores também no "Clasico", como é chamado pelos belgas o confrontos entre os rivais de Bruxelas e Liège. Aos 27 minutos do segundo tempo, o lateral-direito Sieben Dewaele, do Anderlecht, foi expulso por receber o segundo cartão amarelo.

Vale ressaltar o nível do jogo na Bélgica. São partidas técnicas, com times ofensivos. Segundo escalão do futebol europeu.

O primeiro gol do jogo foi marcado pelo Standard Liège aos 40 minutos, depois que o bósnio Gojko Cimirot deu ótimo passe para o marroquino Selim Amallah aparecer de surpresa na área e finalizar. Já no segundo tempo, o gol de empate saiu aos 22 minutos com o centroavante inglês Kevon Roofe, ex-Leeds United, que aproveitou cruzamento de Derrick Luckassen.

Na última quinta o Liège foi eliminado da Europa League, ao empatar em 2 a 2 com o Arsenal, em casa. Os Gunners passaram em primeiro lugar no Grupo F com 11 pontos, seguidos do Eintracht Frankfurt (9) e os belgas com oito. O Vitória de Guimarães foi o último, com cinco pontos.

O Anderlecht é o maior campeão belga com 34 títulos, bem à frente do Brugge (15). Na sequência aparece o Union Saint-Gilloise, atualmente na segunda divisão, que tem 11 conquistas, mas a última aconteceu em 1935. Standard Liège, com dez, fecha a lista dos quatro primeiros, enquanto o Genk, atual campeão, tem quatro troféus.

Na Bélgica, são 16 times na primeira divisão, que se enfrentam em turno e returno. Depois o campeonato é dividido entre a fase final, com os seis primeiros, e os playoffs para a Liga Europa, do sétimo ao 15o. Apenas o lanterna é rebaixado.

A notícia triste do dia foi a lesão sofrida pelo jovem atacante Yari Verschaeren, de apenas 18 anos. Ele torceu o torceu o tornozelo direito com gravidade aos 11 minutos do segundo tempo; a suspeita inicial é de ruptura de ligamentos.

Os dois times voltam a campo nesta semana, mas pelas quartas de final da Copa da Bélgica. Na quarta, o Standard Liège recebe o Antuérpia, enquanto o Anderlecht, no dia seguinte, joga contra o Brugge, em Bruxelas.

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Sem suas estrelas, Anderlecht empata clássico com o Standard Liège e permanece em má fase

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Na "final", Herediano venceu a Alajuelense, mas não levou o título na Costa Rica. Regulamentos malucos latino-americanos!

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Regulamentos malucos em torneios de futebol são especialidades dos países latino-americanos.

A Alajuelense foi o time com melhor campanha na fase de classificação do Apertura, na Costa Rica, com 52 pontos em 22 jogos. Bem à frente de Deportivo Saprissa (40), Herediano (35) e San Carlos (33), que avançaram para a fase final completando a chave. Após as semifinais, primeiro contra quarto e segundo contra terceiro, Alajuelense e Herediano avançaram para a "decisão". Com aspas mesmo.

Na ida, 2 a 0 para o Herediano, que segurou o 0 a 0 na volta e ficou com o "título". Porém, como a equipe com a melhor pontuação na fase classificatória não venceu, o regulamento prevê a Grande Final, entre ela e o vencedor dessa fase final.

Ou seja, nos dias 15 e 21 de dezembro Alajuelense e Herediano voltam a se enfrentar, desta vez realmente, valendo a taça do Apertura costarriquenho.

Deportivo Saprissa (34), Liga Deportiva Alajuelense (29) e Club Sport Herediano (27) são os maiores campeões nacionais da Costa Rica.

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Na "final", Herediano venceu a Alajuelense, mas não levou o título na Costa Rica. Regulamentos malucos latino-americanos!

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Time mais brasileiro do Campeonato Japonês fica com o título da temporada

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Yokohama Marinos conquistou o quarto título do Campeonato Japonês
Yokohama Marinos conquistou o quarto título do Campeonato Japonês Yokohama Marinos

Pela última rodada da J1 League, o Yokohama Marinos venceu o FC Tokyo, em casa, por 3 a 0, e conquistou a competição pela quarta vez na história. Há 15 anos o clube não vencia o Campeonato Japonês.

No final das contas, o Yokohama somou 70 pontos, seis a mais que o Tokyo, e comemorou a conquista diante de 63.854 torcedores, que lotaram o Nissan Stadium. A equipe podia até mesmo perder por sete gols e mesmo assim ficaria com a taça, pela enorme vantagem no saldo de gols.

A J1 League permite inscrições ilimitadas de estrangeiros nos elencos dos 18 times, mas somente cinco relacionados por jogo. Atletas dos países que são parceiros oficiais da competição não entram na conta - Tailândia, Vietnã, Miamar, Malásia, Camboja, Singapura, Indonésia e Catar.

O Yokohama Marinos, ao lado do Vissel Kobe, é o time com mais estrangeiros na liga, oito no total. São cinco brasileiros, maior marca na primeira divisão japonesa: o zagueiro Thiago Martins, o meia-atacante Mateus e os atacantes Edigar Junio, Erik e Marcos Júnior - este último, ex-Fluminense, artilheiro da competição com 15 gols.

O FC Tokyo conta com três brasileiros na lista de sete estrangeiros do time: o zagueiro Arthur Silva e os atacantes Diego Oliveira e Jael.

Comandado pelo experiente técnico Ange Postecoglu, nascido na Grécia e naturalizado australiano, o Yokohama atua no 4-2-3-1 na fase ofensiva, com variação para o 4-4-2 sem a bola; o Tokyo utiliza a mesma plataforma tática. Aliás, duas equipes bem disciplinadas taticamente.

Marcos Júnior é o organizador da equipe, atuando como meia avançado, atrás de Erik, que atua como falso nove. Precisando de um milagre, os visitantes entraram em campo e tentaram jogar. Criaram algumas oportunidades nos primeiros minutos, mas depois foram dominados pelos donos da casa.

Aos 26 minutos saiu o primeiro gol. Após chutão do Akihiro Ayashi, o Yokohama recuperou a posse, Erik começou a jogada pela direita e a bola foi para na esquerda, onde o tailandês Theerathon Bunmathan arriscou de fora da área. A bola desviou em Kento Hashimoto e encobriu Hayashi.

O segundo saiu ainda no primeiro tempo, aos 44, depois que Marcos Júnior achou Erik entre os zagueiros. O ex-atacante de Goiás, Palmeiras e Botafogo, mesmo pressionado, conseguiu finalizar e ampliou o placar.

Na segunda etapa, o Tokyo voltou disposto a diminuir e conseguia criar oportunidades. A pressão aumentou a partir de 19 minutos, quando Hayashi saiu da área e fez falta forte em Kensuke Nagai. O árbitro deu apenas cartão amarelo, mas o assistente o chamou e orientou a dar cartão vermelho - sugestão aceita.

Qualquer tentativa de reação, porém, foi encerrada pouco depois, aos 32, com o gol marcado por Keita Endo.

Tecnicamente é uma das melhores competições do continente, mas bem abaixo de ligas fortes europeias ou sul-americanas. Nas estatísticas, 57% de posse de bola para o Yokohama, com nove finalizações (quatro certas) contra 12 sofridas (três no alvo).

O clube atual surgiu da fusão entre Marinos e Flügels, os dois clubes da cidade até 1999. A história mais longínqua está ligada à Nissan, criadora dos Marinos e que detém até hoje 80% das ações - as 20% restantes são do City Football Group, que também controla o Manchester City, desde 2014.

O Yokohama Marinos, agora, se prepara para a temporada 2020, quando terá pela frente a disputa da Champions League asiática.

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Time mais brasileiro do Campeonato Japonês fica com o título da temporada

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Primeiro jogo da final do Colombiano termina sem gols entre Junior e América de Cali

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Novo empate na volta leva a decisão para os pênaltis
Novo empate na volta leva a decisão para os pênaltis MPsportsimage

Junior e América de Cali empataram em 0 a 0 no primeiro jogo das finais do Torneo Finalización, neste domingo.

Os dois times já estão classificados para a fase de grupos da Libertadores da América. O Junior foi o campeão do Torneo Apertura, ao bater o Deportivo Pasto nos pênaltis na decisão. A Colômbia tem, na prática, dois campeonatos nacionais por ano - ambos com fase de classificação e mata-mata.

Os jogos do Campeonato Colombiano são, na média, ofensivos e com boa técnica; por outro lado, organização tática e padrão defensivo não estão entre os pontos fortes.

O placar de 0 a 0 de Junior x América pode não indicar isso, mas a partida foi bastante movimentada e com chances criadas pelos dois lados. Falharam demais na pontaria. Tanto é que das 24 finalizações tentadas (14x10), apenas quatro acertaram o alvo (2x2).

Taticamente, o Junior, do técnico uruguaio Julio Comesaña, ex-Colón, joga na variação do 4-3-3 para o 4-1-4-1 das fases ofensiva para defensiva. É a mesma ideia de jogo do América, com a diferença que, pressionado, se arma defensivamente no 4-5-1 também.

Desde junho deste ano os americanos são treinados pelo brasileiro Alexandre Guimarães, ex-Costa Rica e Panamá, que trabalhou nos últimos anos no futebol chinês e indiano. Ele busca se tornar o primeiro técnico brasileiro campeão na Colômbia e faz parte do processo de reconstrução do América, um gigante local, que passou cinco temporadas na segunda divisão entre 2012 e 2016.

O clube de Cali foi campeão nacional pela última vez em 2008 e não disputa a Libertadores - da qual tem quatro vices (1985, 86, 87 e 96) - desde 2009.

Apesar do 0 a 0, os torcedores que lotaram as arquibancadas do Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, além do técnico da seleção colombiana, Carlos Queiroz, viram um gol. Aos 32 minutos, Marlon Piedrahita cruzou e Teófilo Gutiérrez completou na pequena área, superando o goleiro brasileiro Volpi Neto, de 27 anos, formado na base do Figueirense. Impedimento claro, que também foi confirmado pelo VAR - utilizado pela primeira vez na história do futebol colombiano.

A segunda partida da final acontece no próximo sábado, em Cali, no estádio Olímpico Pascual Guerrero, com capacidade para 38 mil pessoas. Todos os ingressos colocados à venda se esgotaram em 40 minutos nesta segunda. Novo empate, independente de gols marcados fora, leva a decisão para os pênaltis.

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Primeiro jogo da final do Colombiano termina sem gols entre Junior e América de Cali

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Por que é tão difícil para a Croácia subir de nível no futebol mundial?

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Croatas foram vice-campeões mundiais em 2018
Croatas foram vice-campeões mundiais em 2018 Divulgação

Neste sábado, a Croácia entra em campo contra a Eslováquia precisando apenas de um empate para se garantir na Euro 2020. Soma 14 pontos e lidera o Grupo E das eliminatórias, à frente da Hungria (12) e dos próprios eslovacos (10). Após o vice-campeonato mundial no ano passado, os croatas viveram altos e baixos.

Pouco depois da Copa, fizeram um amistoso com Portugal e empataram em 1 a 1. Porém, em 11 de setembro de 2018, o desastre veio em forma de jogo oficial pela Uefa Nations League: Espanha 6x0 Croácia.

Dúvidas, então, surgiram sobre o rendimento do time; a presença na final em Moscou se tornou obra do acaso para muitos. A recuperação na Nations League veio em forma de empate com a Inglaterra e vitória, em casa, diante dos espanhóis. Mas uma nova derrota, desta vez para os ingleses, eliminou qualquer possibilidade de classificação.

A seguir vieram amistosos e as eliminatórias para a Euro. Novos tropeços em 2019, contra Hungria (2x1, 24/mar) e Tunísia (2x1, 11/jun), reforçaram a impressão de que o que aconteceu na Rússia foi, realmente, apenas uma boa campanha. Para a maioria, a Croácia ainda não passou a impressão que mudou de prateleira no futebol mundial. Por quê?

"Há motivos para argumentar que o sucesso da Croácia na última Copa do Mundo não aconteceu por causa de políticas esportivas ou métodos específicos do governo croata", afirma Dario Brentin, pesquisador do Centro de Estudos do Leste Europeu na Universidade de Graz (Áustria) e doutorando na University College London, no maior centro de pesquisas do leste da Europa na Inglaterra.

Para Brentin, é difícil encontrar as razões para o sucesso atingido pela seleção croata nos últimos anos. "É possível tentar", garante. "A base do futebol na Croácia, principalmente de Dinamo Zagreb e Hajduk Split, tem continuamente identificado e formado talento, provavelmente uma das razões. Há também um bom sistema de scout que identifica potenciais atletas oriundos da Diáspora Croata em comunidades da Europa oriental ou além".

A Diáspora Croata foi um movimento de fuga de croatas do seu país natal por causa da Guerra da Iugoslávia, no início da década de 1990, que resultou na dissolução iugoslava e a formação de mais nações independentes, entre elas a croata. A estimativa atual é de que 2,5 milhões de croatas vivam espalhados pelo mundo - a população dentro da Croácia é pouco superior a 4 milhões.

DE MOSCOU A CARDIFF

Danijel Subasic, Sime Vrsaljko, Dejan Lovren, Domagoj Vida e Ivan Strinic; Ivan Rakitic e Marcelo Brozovic; Ante Rebic, Luka Modric e Ivan Perisic; Mario Mandzukic. Esse foi o time que entrou em campo no Luzhniki, em 15 de julho do ano passado. Depois de uma campanha com 100% de aproveitamento na fase de grupos, diante de Argentina, Nigéria e Islândia, foram três classificações nos pênaltis contra Dinamarca, Rússia e Inglaterra.

Após o 4 a 2 para a França, os torcedores croatas, ainda no estádio, cantaram e saudaram seu time. Foi motivo de orgulho para todo país a campanha espetacular da equipe, liderada brilhantemente por Modric. Os jogadores foram recebidos como heróis em Zagreb.

Pouco tempo depois, Manduzkic anunciou a aposentadoria da seleção aos 32 anos e como segundo maior artilheiro da equipe, com 33 gols. "Tornamos nossos sonhos em realidade, conseguimos um sucesso histórico e experimentamos apoio inacreditável. Aquele mês, incluindo as recepções em Zagreb, em Slavonski Brod e toda Croácia, permanecerão como a mais importante memória da minha carreira. Foi a mais linda jornada de uma seleção e meu retorno para casa favorito", garantiu o atual atacante da Juventus. O primeiro da lista é o atual presidente da Federação Croata, Davor Suker, com 45 gols.

Davor Suker, atual presidente da Federação Croata, foi o herói na Copa de 1998
Davor Suker, atual presidente da Federação Croata, foi o herói na Copa de 1998 Getty Images

O lateral-esquerdo Strinic, durante o Mundial, acertou com o Milan. Já na Itália, descobriu um problema cardíaco e jamais estreou oficialmente pelo clube rossonero. Rescindiu seu contrato ao final da temporada e ainda não voltou a jogar.

Luka Modric, aos 34 anos, segue como o capitão e a referência da seleção, mas já não repete as mesmas atuações que o consagraram como o melhor do mundo em 2018. Seu nível no Real Madrid já indica que a idade começa a pesar para esse fantástico meio-campista, e que seu ciclo pela Croácia pode estar perto do fim. Ivan Rakitic, apesar de mais novo (31), teve queda de rendimento acentuada nesta temporada e passou a ser reserva no Barcelona.

Em meio a esse cenário, que também envolve lesões de muitos, alguns jovens e também atletas já "maturados" no futebol ganham espaço. Casos mais notórios de Tin Jedvaj, Borna Barisic, Nikola Vlasic e Bruno Petkovic. No 4-2-3-1 do técnico Zlatko Dalic, os quatro têm enorme importância.

O lateral-direito Jedvaj, após demonstrar muito talento no Dinamo Zagreb, chamou a atenção da Roma, mas pouco ficou por lá. Rumou para o Bayer Leverkusen e nesta temporada foi emprestado ao Augsburg, onde tem jogado com frequência, algo importante para um atleta de 23 anos em evolução. Na seleção, com Vrsaljko lesionado, tem jogado regularmente. Já na esquerda, a solução de Dalic foi Barisic, de 26 anos, no Rangers desde a temporada passada, após se destacar pelo Osijek, do futebol croata.

É no setor ofensivo, porém, que chama atenção as trocas positivas de peças. Vlasic, da base do Hajduk Split e pouquíssimas chances no Everton, vem jogando muito bem pelo CSKA Moscou e é o meia avançado no esquema de Dalic. Com apenas 22 anos, vive o melhor momento da carreira. Joga atrás da referência ofensiva do time croata, Bruno Petkovic. O atacante de 1m93 e 25 anos se profissionalizou no Catania, rodou por diversos times italianos, mas vingou apenas quando retornou à Croácia para defender o Dinamo Zagreb, no ano passado.

Tudo isso sem esquecer de nomes como Brozovic, Mateo Kovacic, Marko Pjaca, todos com idade entre 24 e 26 anos e muito tempo ainda de seleção. Já Vida, Lovren e Perisic, 30 para cada, serão importantes na transição de gerações. Na prática, um time que tem condições de ser forte por muito tempo.

FUTEBOL LOCAL FRACO

A campanha do Dinamo Zagreb na atual Champions League impressiona. Na estreia fez 4 a 0 na Atalanta, em casa, e depois vendeu caro a derrota por 2 a 0 para o Manchester City, como visitante; dois empates com o Shakhtar mantiveram a equipe na briga pela classificação. Nas fases preliminares, pelo caminho, deixou Rosenborg-NOR, Ferencváros-HUN e Saburtalo Tbilisi-GEO. O campeão croata entra apenas na segunda fase prévia do torneio.

Levantamento do CIES Football Observatory, em outubro do ano passado, mostrou que o clube de Zagreb está na quarta colocação entre todos com mais jogadores espalhados pelas 31 principais ligas nacionais europeias. Eram 66 atletas formados na base do Dinamo Zagreb, contra 77 do Ajax e 69 de Dinamo Kiev e Partizan Belgrado. E apesar da quantidade, os times menores do gigante da capital croata tem revelado muita qualidade também.

A realidade local, porém, é complicada para o desenvolvimento dos times. O Dinamo, com 24 títulos croatas, é o maior campeão, seguido pelo Hajdul Split, com 15. A equipe do litoral, porém, não é campeã desde 2005 e viu o Rijeka - vencedor da edição 2016-17 - assumir a condição de segunda força. Nesta temporada, parece que o Hajduk terá forças para brigar novamente com o Dinamo, atual bicampeão nacional.

A economia croata também não ajuda muito o fortalecimentos dos times. O país de 4,1 milhões de habitantes, em 2018, teve Produto Interno Bruto de 60,8 bilhões de dólares, sendo 14,878 mil per capita, de acordo com dados do Banco Mundial. A economia cresceu, em média nos últimos três anos, cerca de 3% a cada período, mas o desemprego continua alto, em torno de 11%.

"Comparado ao dinheiro que há nas melhores liga europeias, o investimento no futebol croata é consideravelmente menor. Porém, dentro da realidade do país, há investimento significante no Dinamo Zagreb, enquanto outros clubes ficam bem para trás. Pela falta de competitividade, os jogadores talentosos raramente ficam nos times croatas. Por um lado, garante recursos para os clubes, por outro os deixa mais fracos internacionalmente", afirma Dario Brentin.

Para a atual temporada, o Dinamo Zagreb investiu 4,6 milhões de euros em reforços e recebeu 11,7 de negociações. Já o Hajduk teve números menores, com 2,25 milhões de euros em contratações e 6,85 em saídas. O Rijeka foi ainda mais modesto, com 1,2 e 1,7 milhão, nos respectivos itens.

CENÁRIO SEM AVANÇOS

A Croácia segue revelando talentos, mas não consegue crescer internamente. Esse cenário se torna pouco propício para o fortalecimento do futebol croata.

Quando analisamos a elite do esporte mais popular do mundo, é possível detectar campeonato nacionais fortes. França, Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra e Portugal possuem as seis ligas mais fortes da Europa e têm muitos representantes na Champions League anualmente. Brasil e Argentina já são, historicamente, fortes e também mantém campeonatos de alto nível. O Uruguai também tem a história e a tradição ao seu lado. Outros países pretendentes a subir de prateleira sofrem.

A Bélgica talvez seja o caso mais notório. Caiu nas semifinais do Mundial, tem atletas nos melhores clubes do planeta, mas também enfrenta processo parecido ao croata, mas claramente em nível acima. Muito pela estrutura existente na Bélgica: economia nacional e campeonato local mais estruturados e sólidos.

Os próprios belgas têm um histórico maior em Copas do que a Croácia, que foi terceira colocada em seu Mundial de estreia (1998) e depois não tinha conseguido passar da primeira fase (2002, 2006 e 2014), até o ano passado (em 2010 não se classificou para a Copa).

Esse é um ponto em comum para esses times: a falta de um título mundial. Basta ver como a Espanha mudou de patamar quando ganhou a Copa de 2010, mas com uma estrutura por trás bem superior e mais firme do que dos dois citados.

Na prática, o clube dos "times grandes" entre as seleções segue bastante seleto.

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Por que é tão difícil para a Croácia subir de nível no futebol mundial?

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Depois de "emprestar" Solskjaer ao Manchester United, Molde conquista quarto título norueguês

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Torcida festeja o título norueguês nas ruas de Molde
Torcida festeja o título norueguês nas ruas de Molde Molde FK

Em dezembro do ano passado, quando o Manchester United demitiu José Mourinho, o clube buscou um antigo ídolo para tentar reencontrar o caminho das vitórias. Ole Gunnar Solskjaer foi chamado para, inicialmente, apenas terminar a temporada, enquanto o United buscava um técnico para o futuro. O impacto dele foi tão positivo, que a efetivação aconteceu.

Enquanto isso, na Noruega, o Molde ficou sem treinador. Solskjaer, que fora emprestado pelo clube aos ingleses, nunca mais voltou e o planejamento para 2019 teve que ser alterado. Assim, Erling Moe, assistente técnico, assumiu como interino e depois também foi efetivado. Neste domingo, o Molde goleou o Stromsgodset por 4 a 0 e conquistou seu quarto título norueguês, com duas rodadas de antecipação, ao chegar a 62 pontos, 11 a mais que o Glimt - que ainda foi batido pelo Rosenborg por 3 a 2, mais tarde.

Os dois primeiros títulos nacionais na história do Molde vieram em 2011 e 2012, justamente com Ole Gunnar Solskjaer (ex-jogador do Molde entre 1994 e 96), que permaneceu no clube até 2014, quando tentou a aventura no Cardiff - encerrada precocemente. Logo depois ele retornou ao Molde e por lá permaneceu até 2018.

Melhor ataque (64 gols), melhor defesa (27 sofridos), maior número de vitórias (19) e menor número de derrotas (4) entre os 16 times da Eliteserien, a primeira divisão norueguesa. A excelente campanha garantiu ao Molde, além do título, a classificação para a primeira fase preliminar da Champions League. Uma única vez o clube alcançou a fase de grupos da competição continental: em 1999/2000 estava ao lado de Real Madrid, Porto e Olympiacos - somou três pontos, ao bater os gregos na Noruega.

Agora, a ingrata missão de passar por todas as fases preliminares da Champions estará sob o comando de Erling Moe, de 49 anos. Os atacantes Ohi Omoijuanfo, de 25 anos, e o nigeriano Leke James, de 27, são os destaques da equipe. Ambos têm 15 gols no Campeonato Norueguês e foram autores de três dos quatro marcados contra o Stromsgodset.

O time atua no 4-2-3-1, com variação para o 4-4-2, e teve média de 54,5% de posse de bola durante a Eliteserien. Magnus Eikrem, 29 anos, e Eirik Hestad, 24, são os líderes do time em assistências, com sete. Os quatro jogadores citados formam o quarteto ofensivo, com Eikrem sendo o meia centralizado e James o centroavante.

Foram 16 finalizações, sendo seis no alvo, contra o Stromsgodset, com 50,9% de posse de bola. O adversário finalizou seis vezes e acertou o gol duas. Nas arquibancadas do Aker Stadion, público de 7098, pouco acima da média do time na temporada norueguesa, que é de 6902. O campeonato tem média de 5749 e o Rosenborg, clube mais popular do país, localizado em Trondheim, lidera com 12884 por partida. Vale ressaltar que Molde é uma cidade muito pequena, com apenas 27 mil habitantes.

Já no gramado artificial do Aker Stadion - apenas cinco dos 16 campos da elite norueguesa são naturais - o jogo surpreendeu positivamente. O Molde demonstrou bom toque de bola, fazendo a transição defesa/ataque com a bola no chão e evitando lançamentos. Apesar do equilíbrio em relação à posse, os donos da casa foram mais perigosos e objetivos do início ao fim. O primeiro gol saiu aos 19 minutos, após bela linha de passe na grande área do Stromsgodset, que terminou com a finalização de Omoijuanfo.

O segundo, aos 34, também foi bonito. De fora da área, após passe de Hestad, Eikrem bateu com o pé direito, colocado, para ampliar a vantagem ainda no primeiro tempo.

A torcida, ao menos, era barulhenta: cantou do início ao fim! E na reta final, foi premiada com mais dois gols, aos 29 e 36, duas vezes com James, para definir a goleada. Final de jogo, quatro a zero para o Molde, resultado que também deixa o Stromsgodset em situação bem complicada. Na penúltima posição, com 26 pontos, tem dois a mais que o Ranheim, um a menos que o Mjøndalen - que iria para os playoffs de rebaixamento - e dois atrás do Sarpsborg 08, primeiro fora da zona de descenso.

Foi do Molde, no início do ano, que saiu uma das maiores sensações da temporada europeia na atualidade. Erling Haland, de 19 anos, trocou o clube norueguês pelo RB Salzburg e já marcou sete gols na Champions League.


Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Depois de "emprestar" Solskjaer ao Manchester United, Molde conquista quarto título norueguês

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Entre as grandes ligas, Espanha segue como a que mais utiliza a base; Premier League tem aumento estabilizado

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Athletic Bilbao colabora para aumentar o índice de aproveitamento da base na Espanha
Athletic Bilbao colabora para aumentar o índice de aproveitamento da base na Espanha Getty Images

Em outubro deste ano, 20,9% dos jogadores inscritos para a disputa do Campeonato Espanhol estavam em seus clubes formadores. É o maior índice entre as cinco grandes ligas europeias - La Liga, Premier League, Bundesliga, Serie A e Ligue 1. Já o Campeonato Inglês, nos últimos três anos, apresentou crescimento estabilizado nesse quesito.

Em 2017, a Premier League tinha 10,3% dos atletas oriundos da base do clube pelo qual estavam inscritos. Esse número passou para 11% no ano passado e atingiu 12,7% em 2019. A Serie A segue com o menor índice, apenas 8,9%, enquanto Bundesliga e Ligue 1 têm 12% e 17,2%, respectivamente.

Os dados fazem parte do levantamento anual do CIES Football Observatory, centro de estudos do futebol localizado na Suíça, que analisa os elencos dos times de 31 campeonatos nacionais europeus.

O aproveitamento da base, pelas estatísticas levantadas, não está necessariamente ligado ao número de jogadores estrangeiros na competição. A Inglaterra tem índice de 57,9% de expatriados em seus clubes, enquanto a Itália mantém praticamente o mesmo número, 58%. A Espanha, por sua vez, tem o menos com 37,3%.

Jogadores da base são considerados pela Uefa aqueles atletas que, entre 15 e 21 anos, passaram pelo menos três anos em um mesmo clube. Já expatriados são os jogadores que atuam por uma equipe de uma confederação nacional, diferente daquela do clube onde foi revelado.

A Bundesliga tem pouco mais da metade de seus jogadores, nesta temporada, na condição de expatriados (50,2%). Já a França, país com alto número de imigrantes, apresenta um índice menor, com 38,6%. Para explicar melhor essa complicada questão geopolítica/futebolística: um senegalês, que migrou para a França ainda jovem e fez a base no Metz, por exemplo, é considerado da base francesa e não é expatriado. Isso isola a análise para o futebol, exclusivamente, deixando a questão migratória para análise sociológica.

DADOS GERAIS

Dérbi Eterno entre Partizan e Estrela Vermelha: menor número de expatriados está na Sérvia
Dérbi Eterno entre Partizan e Estrela Vermelha: menor número de expatriados está na Sérvia Reuters

O estudo demográfico do futebol europeu, promovido pelo CIES Football Observatory, é realizado desde 2009. Pela primeira vez constatou um aumento geral de utilização da base. Muito discreto, é bem verdade, de apenas 2%, mas inédito mesmo assim.

A liga que mais dá espaço para jovens saindo da base nesta temporada é a Superliga dinamarquesa, com 27,4%. O oposto foi medido na Turquia, com a Süper Lig, de apenas 8,7% oriundos das categorias menores - logo na sequência vem a Serie A italiana e a Primeira Liga portuguesa (9,1%).

Entre os expatriados, os números gerais só aumentam, o que comprovam o crescimento do fluxo migratório no futebol. Ao todo, 41,8% dos atletas estão nessa condição, na comparação com 34,7% há dez anos. A Sérvia segue caminho oposto, com índice de somente 14,8%; já o Chipre tem 1/3 dos jogadores inscritos como expatriados (66,8%).

Os 463 clubes analisados dessas 31 ligas nacionais têm, em média, 25,3 jogadores no elenco, com idade de 26,07. Atletas com no máximo 21 anos compõem 20,8% dos grupo total de jogadores profissionais no continente. A liga de veteranos é a turca, com idade média de 28 anos, enquanto a "jovem" é a Super Liga eslovaca, com 24,31.

Link para o levantamento completo do CIES Football Observatory

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Entre as grandes ligas, Espanha segue como a que mais utiliza a base; Premier League tem aumento estabilizado

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Após goleadas pelo continente, Brugge e Standard Liège apenas empatam pelo Campeonato Belga

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Brugge e Standard Liège empataram em 1 a 1 neste final de semana
Brugge e Standard Liège empataram em 1 a 1 neste final de semana Brugge/PhotoNews

A semana foi pesada para os clubes belgas no continente. Pela Champions League, Brugge e Genk apanharam para PSG e Liverpool, 5 a 0 e 4 a 1, respectivamente em casa. Já pela Europa League, o Standard Liège perdeu para o Eintracht Frankfurt, na Alemanha, por 2 a 1, e o Gent ficou no empate em 1 a 1, na Bélgica, com o Wolfsburg.

Neste domingo, dois deles se enfrentaram pela Jupiler League no clássico da 12a rodada. No Jan Breydelstadion, na belíssima Bruges, os donos da casa empataram em 1 a 1 com o Standard e seguem na ponta da competição, agora com 27 pontos e um jogo a menos que o adversário. Foi o terceiro empate do Brugge, que permanece invicto.

Taticamente as duas equipes mantiveram os padrões táticos dos jogos de meio de semana. O Brugge no 3-5-2 com a bola e duas alterações em relação ao time que foi goleado pelo PSG. Já o Standard repetiu o 4-3-3 da derrota para o Eintracht Frankfurt, mas o técnico Michel Preud'homme promoveu seis mudanças entre os titulares.

O Brugge teve mais posse de bola (64,2%) e pressionou mais: 11 a seis em finalizações, mas dois a dois no alvo.

O primeiro gol saiu no quinto minuto de jogo, em bela jogada construída pelo Standard Liège desde o campo de defesa, aproveitando a linha alta de marcação do Brugge. Samuel Bastien recebeu na intermediária ofensiva, deu meia-lua no zagueiro angolano Clinton Mata e tocou na saída do goleiro Simon Mignolet.

Philippe Clement e Michel Preud'homme se abraçam antes do jogo
Philippe Clement e Michel Preud'homme se abraçam antes do jogo Brugge/PhotoNews

Como os números já ajudam a entender, não foi uma partida de muitas chances. No intervalo, Philippe Clement fez duas substituições, com as entradas do colombiano Éder Balanta (ex-River Plate) e do senegalês Mbaye Diagne nas vagas de Mats Rits e do sul-africano Percy Tau. E foi com Balanta, aos dois minutos, que a jogada do gol de empate começou: lançamento para o holandês Ruud Vormer, toque de primeira para o nigeriano David Okereke e gol.

A temporada foi positiva para os clubes belgas, já que apenas o Royal Antuérpia não conseguiu a classificação para as competições continentais. Pelos playoffs da Europa League, caiu para o AZ-HOL, ao empatar na Holanda em 1 a 1 e perder, na prorrogação, por 4 a 1 o jogo de volta. Está na quinta colocação da Jupiler League nesta temporada.

Vale ressaltar que o Campeonato Belga tem 16 times na primeira divisão e os seis primeiros avançam para a fase final, depois de turno e returno. Depois todos se enfrentam duas vezes, novamente, para definirem o campeão.

Depois do gol de empate, o Brugge buscou a vitória. Foram algumas finalizações de fora da área, mas todas sem perigo. Já a equipe de Liège pouco conseguia fazer para contra-atacar. No final das contas, o empate ficou de ótimo tamanho para os dois times.

Antes da bola rolar, a torcida do Brugge homenageou Raoul Lambert, que completou 75 anos na semana passada e é considerado um dos maiores nomes na história do clube. Foram 458 jogos, 270 gols e um lindo mosaico preparado pelos torcedores nas arquibancadas.


Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Após goleadas pelo continente, Brugge e Standard Liège apenas empatam pelo Campeonato Belga

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Ideias e sugestões para o Brasil melhorar o desempenho, que está ruim

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Seleção brasileira titular, no empate com Senegal em 1 a 1
Seleção brasileira titular, no empate com Senegal em 1 a 1 Lucas Figueiredo/CBF

"Esteve abaixo do seu padrão técnico, do seu normal competitivo".

A frase de Tite deixa clara a análise ruim do empate em 1 a 1 do Brasil com Senegal, nesta quinta-feira. Não evidencia, porém, o momento ruim da seleção brasileira. São três amistosos sem vitória e com atuações bem longe do ideal.

O treinador não se mostra acomodado, mas é necessário mais. Contra os senegaleses, um novo esquema tático foi testado, o 4-4-2, que faz mais sentido dentro das funções pensadas para os atletas, principalmente Neymar. Tite, porém, precisa de desapegar de alguns jogadores e algumas ideias.

Modestamente, sugiro alguns tópicos para debate.

A TÁTICA

Os primeiros dez minutos foram positivos. Boa movimentação, posse de bola, marcação alta e efetividade. O gol marcado por Roberto Firmino surge em jogada iniciada por Philippe Coutinho por dentro, com Gabriel Jesus quebrando a linha de marcação com drible e passe. A partir daí, Senegal foi superior.

A tática brasileira tem sido pensada ao redor de Neymar, por ser o melhor do time - e precisa justificar isso. Assim, o 4-4-2, com o atacante do PSG tendo liberdade de movimentação, faz muito sentido. Assim como o movimento de Roberto Firmino, saindo da área para armar e buscar tabelas.

Coutinho partindo da direita para dentro - o treinador já queria voltar a utilizá-lo aberto novamente - pode tirar o melhor do meio-campista do Bayern, que na Alemanha joga como meia avançado central no 4-2-3-1 de Niko Kovac. Permanece, também, como opção nessa função para Tite em variações durante os jogos. Foi assim por poucos minutos na segunda etapa diante de Senegal.

A partir daí, é necessário pensar em mais alternativas, Mudamos de tópico.

MAIS TESTES

O 4-4-2 precisa de sequência para evoluir. Ele "surgiu" porque Tite e seus auxiliares compreendem que o momento do time não é bom, por isso é necessário mudar. Pois bem, chegou a hora de ousar mais.

Casemiro não é peça obrigatória na escalação dentro desse sistema. No Real Madrid e no 4-3-3/4-1-4-1 da seleção usado até a Copa de 2018, o meio-campista tem função de primeiro homem no setor, mais recuado. Em linha ele pode atuar, naturalmente, mas não há a necessidade de se jogar semnpre com ele. Por que não pensar em Lucas Paquetá ao lado de Arthur contra adversários de médio ou pequeno porte?

A função defensiva, nessa ideia, contempla um meia ao invés de um volante. Linhas altas de marcação, controle do jogo a partir da posse de bola, qualidade nos passes, é possível pensar em um meio-campo sem o jogador desginado quase que exclusivamente para a marcação.

Ainda nessa posição, Fabinho merece mais oportunidades. Nesse caso, mantendo a ideia de um jogador mais forte defensivamente. E por que não Gerson, do Flamengo? Um ótimo exemplo de jogador ofensivo, talentoso, que executa muito bem a função sem a bola.

Felizmente Matheus Henrique ja foi testado, assim como Renan Lodi na lateral-esquerda, mas aí surge outro "problema".

ALTERAÇÕES RÁPIDAS E MAIS OUSADIA

Everton foi a primeira troca, aos 14 minutos do segundo tempo, e a mais óbvia também. Depois vieram Matheus Henrique, Richarlison e Renan Lodi aos 23, 27 e 34, respectivamente.

O primeiro tempo foi apático, depois dos dez minutos iniciais. O time voltou com outra postura do intervalo, sem dúvida, mas poderia ter retornado com mais. Mais audácia e velocidade em substituições podem ser o caminho. Renan já poderia ter voltado para a segunda etapa, uma vez que Alex Sandro não estava se destacando.

Com Coutinho aberto pela direita, flutuando como meia, o corredor pela esquerda precisa ser explorado. O próprio Matheus poderia ser uma opção a Casemiro e não Arthur, para deixar o meio mais criativo. Alterações para provocar algo novo no time.

A comissão técnica analisa os jogadores durantes os treinamentos também, mas as partidas são fundamentais nesse processo. Por isso as oportunidades precisam surgir, e há tempo para isso: faltam três anos para o Mundial, com uma Copa América pelo caminho em 2020, além das eliminatórias que começam em março.

VETERANOS

Tite tem plena consciência das idades avançadas de Daniel Alves e Thiago Silva. O zagueiro está com 35 anos e, ao menos, há boas opções de substituição. Aos 36 anos, a situação do lateral começa a preocupar bem mais. A excelente Copa América dele fez todos imaginarem a possibilidade de contar com seu futebol aos 39 anos no Catar. A transferência para o futebol brasileiro talvez obrigue mudança nos planos.

No São Paulo, Daniel não é lateral e, pelas entrevistas, não demonstra qualquer vontade de jogar nessa posição. Vai jogar muito mais nesse período, o que vai gerar bem mais desgaste também. O problema é que as opções são escassas.

Marcinho, do Botafogo, observado há alguns meses, foi o escolhido na atual convocação. Fágner e Danilo são os outros preferidos. É a posição mais carente do futebol brasileiro, mas é preciso agir rápido. Por mais que não seja um jogador espetacular, Danilo, aos 28 anos, talvez seja a melhor peça disponível.

Danilo mais fixo, com menos avanço, equilibraria a fase ofensiva tendo a esquerda para Renan Lodi avançar. Isso demandaria um atacante de velocidade, um contra um, pela direita, para completar a amplitude no campo de ataque. Everton, por exemplo, é uma alternativa bastante válida, com a possibilidade de, em situações de jogo, inverter com Coutinho e alterar o balanço ofensivo.

Enfim, é fato que o Brasil não está jogando bem. Como Albert Einstein já falou, "insanidade é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes". Identifico na atual comissão técnica atitudes de mudança, mas a realidade tem exigido mais da seleção brasileira.

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Ideias e sugestões para o Brasil melhorar o desempenho, que está ruim

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Clássico sueco deixa quatro times na briga pelo título faltando três rodadas

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Vitória do Hammarby por 2 a 1 sobre o Djurgardens deixou o campeonato aberto
Vitória do Hammarby por 2 a 1 sobre o Djurgardens deixou o campeonato aberto Hammarby

Foi um final de semana com mudanças na briga pelo título sueco. Em Estocolmo, pela 26a rodada, o Hammarby venceu no domingo o Djurgardens por 2 a 1, como visitante, e fez com que o rival perdesse a primeira colocação. Isso porque o o Malmö bateu o IFK Gotemburgo por 1 a 0 e assumiu a ponta, agora com 59 pontos.

O Djurgardens tem a mesma pontuação, mas perde no saldo de gols (+30 contra +35). O Hammarby foi a 56 pontos, assim como o AIK - atual campeão, que fez 2 a 0 no Örebro - e os dois clubes também entraram de vez na disputa pelo título da Allsvenskan. Na Suécia a temporada de futebol começa e termina no mesmo ano, sem a necessidade de enfrentar o rigorosíssimo inverno. Por conta disso, faltam apenas três rodadas para o final do campeonato.

Há muita rivalidade entre Djrudargens e Hammarby. Ambas equipes têm suas origens na região metropolitana de Estocolmo, nos distritos de Östermalm e Södermalm, respectivamente, regiões muito próximas. O jogo aconteceu na Tele2 Arena, que desde 2013 é dividida pelos rivais, e contou com grande público: 25.053 (torcidas dos dois lados).

O Hammarby, aliás, tem sido consistentemente o time com a melhor média de público nos países escandinavos há cinco anos. Como visitantes, neste domingo, os torcedores fizeram uma enorme festa, inclusive enchendo o estádio de fumaça no início, graças aos sinalizadores.

No gramado artificial do estádio, os dois times não apresentaram novidades táticas. Atuaram no 4-2-3-1, com variação para o 4-4-2 na fase defensiva. O Djurgardens começou melhor, pressionando o Hammarby, mas de qualquer modo eram dois times que buscavam o gol dentro de suas estratégias. Não há primor técnico, mas alguns bons jogadores e sempre a busca pelo ataque - o que tornou o jogo bastante agradável, ainda mais com o clima bem legal nas arquibancadas.

O domínio inicial dos mandantes durou pouco. Com pouco mais de dez minutos, o Hammarby passou a ficar mais com a bola nos pés e terminou o primeiro tempo com 60% de posse. De qualquer modo, chances de gols aconteceram para os dois lados.

Na segunda etapa de jogo, a situação foi inversa ao início da partida, com o Hammarby superior. A diferença foi o aproveitamento das oportunidades criadas. Aos oito minutos, Simon Sandberg levantou a bola na área e Nikola Djurdjic mergulhou para fazer 1 a 0. Três minutos depois, em tentativa de saída de bola errada, Elliot Käck foi desarmado por Sandberg, que tocou na entrada da área para Alexander Kacaniklic. Com calma, o meia avançado no 4-2-3-1 do Hammarby tocou na saída de Tommy Vaiho para ampliar o placar.

A partir daí, o Djurgardens passou a pressionar em busca do empate e a expulsão do dinamarquês Jeppe Andersen, logo aos 14, colaborou para isso. A posse de bola dos mandantes subiu para 71% no segundo tempo e terminou com média de 56% no total. Foram 16 finalizações contra seis, sendo sete a dois no alvo - na prática, os dois chutes do Hammarby que foram no gol entraram.

A pressão aumentou muito, mas somente aos 29 minutos o Hammarby sofreu o primeiro gol. Depois de cobrança de escanteio, Jacob Une-Larsson cabeceou, Davor Blazevic espalmou e o atacante Mohamed Buya Tural, de Serra Leoa, pegou o rebote na pequena área e diminuiu. Depois, bola no travessão, grandes defesas, cruzamentos na área, chance clara no último lance, enfim, todo roteiro de drama nos últimos minutos foi cumprido, mas sem o gol de empate.

Contra o Djurgardens, Muamer Tankovic não brilhou, mas o atacante de 24 anos, que se profissionalizou pelo Fulham, é o artilheiro do Campeonato Sueco com 14 gols e também já distribuiu sete assistências 

Individualmente, vale destacar ainda o bom meia-armador albanês Astrit Ajdarevic, do Djurgardens, e o meio-campista Darijan Bojanic, do Hammarby. O primeiro já é mais rodado, tem 29 anos, passou pela base do Liverpool e depois por diversos clubes por todo continente. O segundo dita o ritmo do time, a bola passa muito por seus pés (deu oito assistências no campeonato) e tem 24 anos - vale uma observação maior. Bojanic, aliás, nasceu na Suécia, mas sua mãe bósnia fugiu da guerra na Iugoslávia com ele na barriga.

Historicamente o país escandinavo monta seleções competitivas e forma grandes jogadores. Os clubes suecos, porém, não têm históricos positivos em competições continentais. O IFK Gotemburgo é o protagonista das maiores conquistas, com dois títulos da Copa da Uefa (atual Liga Europa) em 1981-82 e 86-87. O Malmö bateu na trave em 1979 na Champions League, quando perdeu na final para o lendário Nottingham Forest, primeiro título do clube inglês sob o comando do técnico Brian Clough.

A primeira divisão sueca é formada por 16 clubes e chamada de Allsvenskan. O campeão se classifica apenas para a primeira fase preliminar da Champions, enquanto vice e terceiro vão para a primeira preliminar da Europa League. Os dois últimos são rebaixados e o 14o disputa ainda playoff com o terceiro colocado da segundona. Nenhum time tem mais títulos que o Malmö, com 23.

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Clássico sueco deixa quatro times na briga pelo título faltando três rodadas

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Goleada, muita confusão e uma terrível lesão marcaram o maior clássico do futebol mexicano

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

América venceu o 'Super Clásico' bastante conturbado
América venceu o 'Super Clásico' bastante conturbado América

No clássico de número 200 entre América e Guadalajara, infelizmente o futebol ficou em segundo plano. Mesmo com a goleada de 4 a 1 das Águilas sobre as Chivas, diante de 63.908 torcedores no Estádio Azteca, o que mais chamou atenção foi a terrível lesão sofrida por Giovani dos Santos.

Aos 37 minutos o primeiro tempo, Antonio Briseño fez falta extremamente violenta no camisa 10 do América. Ao dividirem a bola, Giovani a toca antes e o chute de Briseño acerta a coxa do meio-campista, provocando um enorme corte. Todos em campo ficaram chocados com a ferida aberta.

Foram 30 pontos na perna de Giovani e não há tempo previsto para a recuperação. O jogador do Chivas já entrou em contato com ele e pediu desculpas.

Em campo, taticamente, o América atuou na variação do 4-2-3-1 na fase ofensiva, dando total liberdade a Giovani dos Santos, e 4-4-2 na marcação. Já o Chivas - que teve a estreia do técnico Luis Fernando Tena -  entrou em campo com linha de cinco defensores, no 5-4-1 na fase defensiva, que virava um 3-4-3 de linhas altas, para pressionar o adversário.

O primeiro gol saiu aos 18 minutos, ainda com 11 x 11 e após empolgante contra-ataque do América, que terminou com a finalização de Francisco Córdova dentro da grande área.

Já com um jogador a mais em campo, após a expulsão de Briseño, o América tomou conta da partida, que estava equilibrada. O segundo gol saiu aos 49, novamente com Córdova.

No segundo tempo, o Chivas voltou bem e conseguiu diminuir com Alan Pulido, aos cinco minutos. Apesar do susto, o América recuperou o controle da partida, tanto é que terminou com 56% de posse de bola e 26 a quatro em finalizações (11 x 2 certas).

Como em todo clássico, polêmica com arbitragem não pode faltar. Aos 21, Fernando Beltrán dividiu com Andrés Ibargüen na grande área por baixo e o árbitro Fernando Guerrero nada marcou. O VAR chamou e ele manteve a  opinião. Só que na cobrança de escanteio, Paul Aguilar pegou o rebote e chutou; Miguel Ponce se atirou e cortou a finalização. A bola toca no ombro e, aparentemente, na mão. Agora sim, pênalti marcado e convertido por Emmanuel Aguilera.

Depois de quase dez minutos de confusão, que resultou também na expulsão de Alan Cervantes por reclamação, o Chivas, com dois a menos, desistiu do jogo. No final, aos 44, Henry Martín, em belo voleio, deu números finais: 4 a 1. Com a vitória, o América foi a 21 pontos e ocupa a terceira colocação, após 12 rodadas, enquanto o Chivas está na antepenúltima posição, com somente 11, mas uma partida a menos.

Entre os técnicos, nove jogos, seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota para Miguel Herrera como técnico do América. Já Luis Fernando Tena, campeão olímpico com a seleção mexicana em 2012, inicia sua primeira passagem pelo Chivas com goleada sofrida.

Em partidas oficiais, o América conta agora com 72 vitórias, 65 empates e 63 derrotas contra o Chivas. "El Súper Clásico" deste final de semana foi muito bom, mas infelizmente marcado pela terrível lesão de Giovani dos Santos.

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Goleada, muita confusão e uma terrível lesão marcaram o maior clássico do futebol mexicano

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dérbi Eterno seguiu o roteiro esperado: muita emoção e confusão na vitória do Partizan sobre o Estrela Vermelha

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Vitória alvinegra por 2 a 0 em um dos maiores clássicos do mundo
Vitória alvinegra por 2 a 0 em um dos maiores clássicos do mundo Partizan

Nenhum clássico no futebol mundial tem um nome tão imponente quanto "Dérbi Eterno". Partizan Belgrado e Estrela Vermelha são protagonistas de uma das maiores rivalidades esportivas. Os dois rivais da capital sérvia voltaram a se enfrentar no domingo pelo campeonato nacional, e a festa foi preta e branca.

O Partizan venceu por 2 a 0, em jogo válido pela nona rodada, foi a 17 pontos e se aproximou do Estrela Vermelha, que tem um a mais, na tabela. Os dois clubes ocupam a quinta e a quarta colocações, respectivamente, e têm dois jogos a menos que o líder Backa Topola, por conta dos compromissos continentais em Europa League e Champions League.

O campeão europeu de 1991 iniciou sua campanha na Liga dos Campeões com derrota, no meio da semana, para o Bayern, fora de casa, por 3 a 0. Já o Partizan recebeu o AZ e ficou no empate em 2 a 2 pela Liga Europa.

Mais de 30 mil pessoas lotaram o Stadion Partizana, que curiosamente, fica muito próximo da casa adversária, o Marakana: os dois estão distantes apenas um quilômetro, cerca de dez minutos caminhando. Por conta dos compromissos europeus, os treinadores pouparam alguns titulares no início do jogo, casos de Lazar Markovic, Umar Sadiq e Zoran Tosic pelos mandantes e Aleksa Vukanovic, Mirko Ivanic e Milan Pavkov pelos visitantes, além do meio-campista argentino Mateo García, que sequer foi relacionado.

O técnico do Partizan é o ex-centroavante Savo Milosevic, de 46 anos, que defendeu o clube como jogador, além de Aston Villa, Zaragoza, Parma, entre outros. A carreira como técnico começou em março deste ano, a convite do clube de coração, após experiência como assistente na seleção de Montenegro.

A partida, como em todos dérbis, foi muito tensa. O esquema de policiamento é similar ao de um confronto armado em plena cidade. A Sérvia, diferentemente do que acontece em diversos locais pelo mundo onde o fanatismo nas torcidas impera, não adotou o modelo de torcida única. Ainda no primeiro tempo, quando Marko Marin foi cobrar um escanteio bem em frente aos ultras do Partizan, uma bomba estourou próxima aos seus pés.

Em campo, taticamente, o Estrela Vermelha jogou na variação do 3-5-2 para o 5-3-2, mudando para o 4-4-2 no segundo tempo, enquanto os donos da casa utilizaram 4-3-3/4-1-4-1 da fase ofensiva para a defensiva. A tensão das arquibancadas passa para o gramado, e jogadas fortes acontecem aos montes. Pouquíssimas chances de gol no primeiro tempo.

Logo no início da segunda etapa, a tradicional chuva de sinalizadores da torcida do Estrela Vermelha aconteceu, quando vários são atirados em direção à pista de atletismo. Na Sérvia, os bombeiros já esperam isso em todos os Dérbis Eternos e, inclusive, deixam a pista molhada como forma de prevenção. Aos 21, foi a vez dos torcedores do Partizan paralisarem o jogo, graças à fumaça de seus sinalizadores. 

O único brasileiro em campo foi o lateral-esquerdo Jander, de 31 anos, que começou a carreira no Marília e passou pelo Juventude, antes de seguir para a Europa

Outra paralisação aconteceu aos 31 minutos, quando parte da torcida do Partizan estendeu uma faixa com dizeres contra o presidente da federação sérvia, Slavisa Kokeza. Nenhum policial se arriscou a entrar no meio da principal organizada do clube, a Grobari. Um membro da torcida, após cinco minutos com o jogo parado, a retirou.

E até mesmo quando o futebol predomina, com o golaço marcado por Seydouba Soumah aos 38, em finalização de fora da área, tem confusão. O atacante guineano comemorou em direção à torcida do Estrela Vermelha; O goleiro Milan Borjan foi tirar satisfação e o empurra-empurra começou.

Já nos acréscimos, aos 48, Zoran Tosic, que tinha acabado de entrar, definiu o placar, já com o Estrela Vermelha com um jogador a menos, após a expulsão de Milo Vulic, pouco antes.

No total, os clubes já se enfrentaram 252 vezes em todas competições, com 109 vitórias do Estrela Vermelha, 63 empates e 80 triunfos do Partizan Belgrado. Não é um jogo em que a técnica se destaca, mas não há outro clássico no mundo com tamanha tensão.

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Dérbi Eterno seguiu o roteiro esperado: muita emoção e confusão na vitória do Partizan sobre o Estrela Vermelha

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Red Bull Salzburg parte para seu maior voo continental

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Red Bull Salzburg venceu sem dificuldades o Hartberg, pela sétima rodada do Campeonato Austríaco
Red Bull Salzburg venceu sem dificuldades o Hartberg, pela sétima rodada do Campeonato Austríaco Red Bull Salzburg

Demorou, mas finalmente aconteceu. 

Foram 13 eliminações nas fases preliminares da Champions League, incluindo sete consecutivas até o ano passado. Graças ao título do Liverpool na temporada passada, o Red Bull Sazburg herdou uma das vagas inglesas na competição e encerrou longo jejum. Desde 1994-95, ainda como Casino Salzburg, não disputava a fase de grupos da principal competição continental da Europa.

Nesta terça, em casa, recebe o Genk, em jogo válido pelo Grupo E. No sábado, entrou em campo pela sétima rodada da Bundesliga austríaca e massacrou o Hartberg por 7 a 2.

O jogo foi absolutamente tranquilo, como o placar já indica. Com menos de um minuto, Andreas Ulmer já tinha perdido um gol feito, cara a cara com o goleiro do Hartberg, René Swete. De boa campanha no campeonato, o time visitante entrou em campo com postura tática ofensiva, montado no 4-3-2-1. Ficou apenas na teoria.

Em campo, o Red Bull se impôs com 61% de posse de bola. Foram incríveis 34 finalizações e 17 certas, contra apenas nove sofridas – três no alvo e dois gols, é bem verdade.

Jesse Marsch vai se tornar o primeiro técnico norte-americano a comandar um time na fase de grupos da Champions. Após ser assistente de Bob Bradley na seleção dos Estados Unidos e comandar Montreal Impact e New York Red Bulls na MLS, ele se tornou assistente técnico de Ralf Rangnick no RB Leipzig. Com a troca de treinador no clube alemão e a chegada de Julian Nagelsmann, Marsch partiu para um novo desafio e assumiu o Salzburg nesta temporada.

Taticamente o Red Bull atuou no 4-4-2 - uma mudança em relação ao 3-5-2 que foi utilizado na rodada anterior e é uma opção de variação - e tem bons jogadores no elenco. A linha de defesa tem o zagueiro brasileiro André Ramalho como destaque. Ele se tornou o primeiro jogador na estrutura da Red Bull no Brasil a ser contratado pelo Salzburg. Foi inicialmente para o Liefering, uma espécia de clube B da empresa, e depois para o principal. Na sequência foi negociado com o Bayer Leverkusen, emprestado ao Mainz e retornou à Áustria no ano passado.

Além dele, merece destaque ainda no setor defensivo o jovem Maximilian Wöber, de 21 anos e enorme potencial. Revelado na base do Rapid Viena, passou sem sucesso por Ajax e Sevilla, até se tornar o jogador mais caro contratado por um time da Bundesliga austríaca: 12 milhões de euros.

Do meio para a frente, o meia Zlatko Junuzovic, de 31 anos e ex-Werder Bremen, e o jovem atacante norueguês Erling Haland, 19, revelado pelo Molde, grandalhão de 1m94, mas que se movimenta bem, são as outras atrações de um time taticamente muito organizado.

O primeiro gol saiu no vigésimo terceiro minuto, com André aproveitando um rebote dentro da grande área. Aos 36, o japonês Masaya Okugawa fez o segundo, aproveitando cruzamento de Haland. Para fechar o primeiro tempo, o Hartberg se aproveitou de uma jogada de bola parada e em cobrança de escanteio, Michael Huber descontou. Na sequência, o único susto do Red Bull no jogo, com o quase empate dos visitantes, em lance que Stefan Rakowitz perdeu de cabeça.

Na segunda etapa os donos da casa não deram mais chances aos adversários. O zambiano Patson Daka e Haland foram os nomes do jogo, com dois e três gols, respectivamente. O placar chegou a ficar em 4 a 2, mas depois o 7 a 2 foi confirmado e o Red Bull se manteve tranquilo na liderança, com 100% de aproveitamento após sete rodadas.


Poucos times no mundo têm um domínio parecido ao do Red Bull Salzburg no futebol austríaco. Desde que a empresa de bebidas energéticas comprou o Casino Salzburg e o renomeou em 2005, o clube jamais terminou abaixo da segunda posição. São dez títulos do Campeonato Austríaco e quatro vices, além de seis conquistas da Copa da Áustria. No período anterior, como Austria Salzburg, de 1933 a 2005, foram apenas três títulos nacionais.

Essa condição de dominante nacionalmente gera uma situação complicada para diversos times quando jogam internacionalmente. Na Bundesliga, o Red Bull Salzburg se impõe diante de todos os adversários; Já na Champions League será pressionado pelos rivais.

Quando analisada a média da distância de passes certos de todos os times que vão jogar a Champions, em seus campeonatos nacionais, o Red Bull tem a oitava menor, com 17.39. O que indica o controle de seus jogos a partir da posse de bola e passes mais curtos, menos ligação direta.

Contra o Genk, nesta terça, em Salzburgo, será possível manter o estilo. Já contra os favoritos Liverpool e Napoli, o Red Bull Salzburg deve se comportar como o Hartberg nesse final de semana.

Comentários

Red Bull Salzburg parte para seu maior voo continental

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O Re-Pa do Século teve casa cheia, bom jogo e rival eliminado

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Jogadores do Paysandu comemoram a vitória e a classificação
Jogadores do Paysandu comemoram a vitória e a classificação Jorge Luiz/Paysandu

O empate de número 254 em um dos maiores clássicos do Brasil garantiu ao Paysandu a classificação para as quartas de final da Série C e provocou a eliminação do Remo.

Disputado no último domingo, o jogo era muito aguardado pelo caráter decisivo, a ponto de ser chamado de "Re-Pa do Século". No final das contas, com a vitória do Ypiranga sobre o Juventude, a igualdade no placar sacramentou o adeus dos azulinos da competição nacional. Já os bicolores, que dependiam apenas do empate para avançar, ficaram com a quarta posição no Grupo 2 e agora encaram o Náutico, primeiro da outra chave.

Algumas figuras bem conhecidas do futebol brasileiro estiveram em campo e fora dele. A começar pelos treinadores, os veteranos Hélio dos Anjos e Márcio Fernandes, comandantes de Paysandu e Remo, respectivamente.

Os azulinos contaram com a presença do centroavante Neto Baiano, de 36 anos, ex-Vitória, CRB, Sport e tantos outros, além do meio-campista Eduardo Ramos, 33, que chegou a ter passagem pelo Corinthians em 2009 e depois defendeu Goiás, São Caetano, Santo André e mais alguns clubes, além do próprio rival do final de semana. Já o bicolor teve o lateral-direito Tony, 30, que passou pelo Grêmio entre 2012 e 2013, e o meia Tomás Bastos, 27, ex-Botafogo - destaque recente do Papão na Série C, com cinco gols em quatro jogos.

Nas arquibancadas do Mangueirão foram 26.946 pagantes e 4.360 não-pagantes, com público total  de 31.306 e renda bruta de R$ 1.217.840,00. Uma enorme e linda festa das duas torcidas rivais.

Nos primeiros cinco minutos, o Paysandu foi superior, com mais volume de jogo. Taticamente a equipe de Hélio dos Anjos foi escalada no 4-2-3-1 com a bola e 4-4-2 na fase defensiva. Já o Remo entrou em campo na variação do 4-3-3 para 4-1-4-1.

Em jogos de baixa qualidade técnica - e estou acostumado a isso na #AssisteaíHofman pela aleatoriedade na escolha das partidas - a pouca organização tática é muito comum. Há padrões que são seguidos, como os citados no parágrafo acima, mas a compactação defensiva, por exemplo, é bem complicada, o que torna normal a marcação com apenas seis jogadores.

O Leão abriu o placar. Aos sete minutos, Wesley roubou a bola de Micael, na linha de defesa do Papão, e bateu forte para defesa de Mota. No rebote, o próprio Wesley finalizou novamente para fazer 1 a 0 no primeiro ataque do time. A partir daí, o Paysandu assumiu o controle do jogo.

Tomás Bastos era o jogador mais acionado no campo, tanto na faixa central, como pela direita, onde buscava muitas jogadas com Hygor e Tony. O excesso de passes errados atrapalhava a criação de lances perigosos. Até 47 minutos.

Foi quando Marcão derrubou Micael na grande área, após levantamento na área em cobrança de falta no último lance da etapa inicial. Tomás Bastos cobrou o pênalti e anotou um extra point, que no futebol não conta ponto. Ele escorregou e chutou a bola muito alto.

Logo depois, uma enorme confusão tomou conta do gramado e a polícia teve que entrar para acalmar os ânimos.

Entre os desfalques dos dois times, quem mais falta fez foi o atacante Gustavo Ramos, artilheiro do Remo na Série C, com cinco gols. O Re-Pa, aliás, foi apitado por Luiz Flávio de Oliveira pela quarta vez na carreira.

O segundo tempo voltou com o mesmo roteiro, com o Paysandu sendo o time da posse de bola. Depois de tanto pressionar - apesar do susto protagonizado pelo goleiro Mota, aos 13, que quase não dominou uma bola recuada - o empate saiu. Aos 28, Tony deu belo passe para Vinícius Leite, que entrara no intervalo no lugar de Wesley Pacheco, dominar, finalizar forte e marcar um belo gol.

A igualdade no placar classificava as duas equipes até 46 minutos da etapa final, quando a notícia do gol do Ypiranga apareceu no telão do Mangueirão.

Nas quartas de final da Série C, o Paysandu começa a decisão com o Náutico em Belém. Já o Remo se concentra exclusivamente agora na Copa Verde, onde vai enfrentar o Atlético Acreano - competição na qual os bicolores seguem vivos também, enfrentam o Bragantino, em duelo paraense.

E para manter o costume do futebol brasileiro, o Remo anunciou na segunda-feira a demissão técnico Márcio Fernandes.


RE-PA

Jogos: 749
Remo: 261 vitórias
Paysandu: 234 vitórias
Empates: 254
Gols: 1899
Remo: 950 gols
Paysandu: 949 gols

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

O Re-Pa do Século teve casa cheia, bom jogo e rival eliminado

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Jogo de Premier League na terceira divisão - ao menos na história

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

O Sunderland conquistou a primeira vitória nesta temporada da League One, ao bater o Portsmouth
O Sunderland conquistou a primeira vitória nesta temporada da League One, ao bater o Portsmouth Sunderland

Os tempos já não são gloriosos para Sunderland e Portsmouth. Ambos têm títulos da primeira divisão e da FA Cup, já estiveram na Premier League, mas agora encaram a realidade competitiva da terceira divisão inglesa.

No sábado, o Sunderland recebeu o Portsmouth e venceu por 2 a 1, pela terceira rodada da League One. Os dois times estão distantes de Lincoln City e Blackpool, que mantém 100% de aproveitamento.

Os torcedores do Portsmouth que viajaram 540 km do sul da Inglaterra ao norte fizeram muito barulho no Stadium of Light e começaram empolgados. Mesmo tendo menos posse de bola, os visitantes eram mais perigosos e criavam as melhores jogadas.

Jogando no 4-3-3 na fase ofensiva e o 4-1-4-1 sem a bola, o Pompey conseguiu abrir o placar aos 22 minutos com Ellis Harrison. Porém, tomou o empate rapidamente, cinco minutos depois, quando o zagueiro Jordan Willis subiu mais que a defesa em cobrança de escanteio.


Diante de sua torcida, arquibancada cheia com 29.140 presentes, os Black Cats não se incomodavam em serem pressionados. Primeiro no 4-1-4-1 e depois no 4-4-2, o Sunderland trocou menos passes e finalizou pouco. Em todo jogo, somente cinco vezes, mas o Portsmouth não conseguiu transformar seu controle do ritmo em chances de gol. Teve apenas uma finalização a mais em toda partida.

O detalhe estatisticamente curioso do jogo - de pouquíssimas chances para marcar - é que houve apenas três finalizações certas e todas viraram gol. O terceiro foi aos 39 minutos, ainda do primeiro tempo, depois que Christopher Maguire finalizou cruzamento da esquerda. Aliás, quem cruzou era o jogador internacionalmente mais conhecido em campo: Aiden McGeady, 33 anos, ex-Celtic, Spartak Moscou e Everton.

O Sunderland despencou da primeira divisão. Foi rebaixado na Premier League na temporada 2016-17 depois de dez anos, e na seguinte caiu novamente para a terceira. O detalhe sádico é que o período na Championship virou um documentário muito bom da Netflix. Já o inferno do Portsmouth começou em 2010 com graves problemas financeiros, após sete anos na Premier League e teve seu menor nível entre 2013 e 17, jogando a quarta divisão.

Os mais saudosistas, de qualquer modo, sempre vão se lembrar do histórico time do Pompey campeão da FA Cup em 2008, treinador por Harry Redknapp, com David James, Sol Campbell, Glen Johnson, Lassana Diarra, Sulley Muntari, Nwankwo Kanu, Milan Baros, Niko Kranjcar, entre outros.

Na temporada passada, Portsmouth e Sunderland, quarto e quinto respectivamente, jogaram os playoffs e o time do norte da Inglaterra levou a melhor. Depois, no entanto, perdeu a decisão para o Charlton Athletic e permaneceu na League One. Em 9 de fevereiro de 2010, os clubes se enfrentaram pela última vez na Premier League empate em 0 a 0, no sul. Certamente vão demorar para um jogo como esse na elite novamente.

Sunderland 2x1 Portsmouth

Posse de bola: 48% x 52%
Duração média de posse: 12s x 12s
Finalizações/certas: 5/2 x 6/1
Passes/certos: 312/231 x 429/341
Cruzamentos/certos: 7/1 x 22/11
Escanteios: 2 x 5
Impedimentos: 0 x 1
Faltas: 17 x 12

Fonte: Gustavo Hofman

Comentários

Jogo de Premier League na terceira divisão - ao menos na história

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O título obrigatório veio. Que venham a sequência e a evolução do trabalho agora

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Comemoração da seleção brasileira após a conquista da Copa América
Comemoração da seleção brasileira após a conquista da Copa América Lucas Figueiredo/CBF

O Brasil sempre foi o maior favorito ao título da Copa América. Em campo, confirmou o favoritismo.

Não foi uma competição de alto nível técnico. Entre todas seleções, a brasileira foi a que jogou melhor.

Na prática, ganhou um título que era tratado como obrigação por muitos. Agora cabe a análise sobre tudo que está por vir a partir do que foi mostrado.

Tite demonstrou evolução em alguns pontos determinantes. Não ficou preso à escalação inicial, fez alterações que fugiram do óbvio e mostrou variação tática. O time, porém, segue sofrendo muito quando enfrenta adversários que se fecham no campo defensivo.

Sem Neymar, a seleção brasileira foi mais coletiva e viu outras individualidades aparecerem. Everton foi o destaque no ataque, seguido por Gabriel Jesus. No meio-campo, Arthur parece cada vez mais dono do setor. Philippe Coutinho, o mais talentoso de todos, ainda permanece irregular, alternando boas e ruins apresentações.

A defesa, mais uma vez, foi o ponto mais sólido de todo trabalho. Quase intransponível, mantendo o nível com trocas (Filipe Luís por Alex Sandro) e ainda com o melhor jogador do torneio, Daniel Alves. Fruto também do trabalho muito bem feito de toda uma comissão técnica, que vai passar por mudanças.

Antes da Copa América, Tite fez questão de ressaltar a intenção de fazer o Brasil jogar bonito. Não foi o que vimos na competição. A evolução do trabalho é necessária e a sequência de jogos precisa ser mais complicada do que os já previstos amistosos de setembro contra Colômbia e o próprio Peru - trabalho para o sucessor de Edu Gaspar. A exigência da seleção precisa ser maior, logo, os testes feitos também.

Há jogadores veteranos que, aos poucos, cederão os lugares a mais jovens. Esse é outro desafio de Tite, seguir com a reformulação no elenco sem perder a competitividade. Em 2020 há outra Copa América e as eliminatórias já começam em março.

O contrato de Tite é até 2022. Depois do Mundial de 2018, o treinador anunciou planos de curto, médio e longo prazos. Os dois primeiros já expiraram e foram vitoriosos. O terceiro, mais importante de todos, começará nas próximas semanas e tem a Copa do Catar como objetivo final.

"Tem espaço para crescer". Dessa forma Tite resumiu o trabalho a longo prazo que tem pela frente.

A final

Quem começou melhor foi a seleção peruana, finalizando duas vezes nos cinco minutos iniciais e pressionando com eficiência a saída de bola do Brasil. Os brasileiros não conseguiam sair com qualidade dessa marcação e permitiam aos peruanos manter o bom início. Bastou um drible para acabar com isso, ou melhor, um drible espetacular.

Gabriel Jesus recebeu passe de Daniel Alves aberto pela direita e entortou Miguel Trauco. Cruzou e colocou a bola no centro da grande área, onde apareceu Everton completamente livre para fazer 1 a 0, no primeiro chute a gol do Brasil, aos 15 minutos.

A partir daí, o primeiro tempo ficou bem tranquilo para os donos da casa. Primeiro porque o Peru diminuiu a intensidade do começo; segundo por causa do árbitro chileno Roberto Tobar, que travava demais a partida. Aliado a tudo isso, o Brasil conseguia acelerar o jogo quando queria, principalmente com Daniel Alves e Everton, os jogadores da amplitude na fase ofensiva. Porém, não conseguia transformar sua superioridade em chances criadas.

Só que depois de muito tempo, o Peru conseguiu tocar a bola novamente no campo de ataque e provocou o pênalti cometido por Thiago Silva, após tabela de Cueva e Flores. Paolo Guerrero, com enorme tranquilidade aos 43, colocou Alisson de um lado e a bola do outro para anotar o primeiro gol sofrido pelo Brasil na competição.

A alegria peruana durou pouco. Apenas quatro minutos depois, todo sistema defensivo vacilou: Roberto Firmino recuperou a posse de bola e tocou para Arthur, que avançou com liberdade pela intermediária, tocou para Gabriel Jesus e comemorou com o companheiro. Dois a um e intervalo.

No segundo tempo, o Peru voltou com postura ofensiva e deixou o jogo mais aberto. Coutinho criou a primeira chance e depois tentou um golaço, mas foi bloqueado. Com mais espaço, o meia brasileiro subiu o nível da apresentação também. Falhava, porém, no momento do último passe ou da finalização. Enquanto isso, o ataque peruano ameaçava bastante a defesa brasileira.

Foi quando aos 24 minutos, após jogada mais forte com Advíncula, Gabriel Jesus ficou claramente nervoso em campo. Logo na sequência, disputou pelo alto com Tapia, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso por um lance que não foi tão forte assim. Tite, segundos antes, tinha pedido calma ao atacante do Manchester City.

Richarlison entrou no lugar de Firmino e Coutinho foi deslocado para a direita, para na sequência ceder a vaga a Éder Militão. Daniel Alves foi adiantado para a segunda linha de marcação. Ricardo Gareca respondeu com o atacante Ruidíaz na vaga de Yotún, González por Tapia e Andy Polo por Carrillo. O clima de tensão aumentou em campo, com mais faltas fortes.

Apesar de ter um homem a menos por metade de toda segunda etapa, foi justamente nesse período que a seleção brasileira manteve mais controle do jogo. Até que aos 41, Everton foi derrubado por Zambrano na área, o árbitro marcou pênalti com auxílio do VAR e Richarlison confirmou o título brasileira na Copa América.

Vitória merecida.

Fonte: Gustavo Hofman, do Rio de Janeiro-RJ

Comentários

O título obrigatório veio. Que venham a sequência e a evolução do trabalho agora

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Da estreia à final: Peru mudou as peças e a tática

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Antes da Copa América começar, Brasil, Uruguai, Argentina e Colômbia eram as principais seleções favoritas. Das quatro, apenas uma chegou. O Peru era apontado como potencial surpresa, pela longevidade do trabalho de seu técnico e também por algumas individualidades.

Superou as expectativas, jogará uma final da competição pela primeira vez depois de 44 anos e buscará o terceiro título.

Na estreia contra a Venezuela, os peruanos começaram jogando com Gallese, Advíncula, Zambrano, Abram e Trauco; González, Tapia e Yotún; Farfán, Guerreo e Cueva. A plataforma tática era o 4-3-3 com a bola e o 4-1-4-1 na fase defensiva.

Flores entrou no intervalo na vaga de Cueva e aos 22 Yotún saiu para Polo e Ricardo Gareca alterou o desenho tático para o 4-4-2, com Farfán ao lado de Guerrero. No final, Carrillo também entrou, deslocando Flores para a faixa central, tudo isso já com um jogador a mais em campo no empate em 0 a 0.

Na vitória sobre a Bolívia por 3 a 1, os peruanos entraram em campo já com Farfán próximo a Guerrero, deixando Polo e Cueva abertos, e terminaram com Flores e Polo pelos lados.

O pior desempenho do Peru foi contra a seleção brasileira, sem dúvida alguma. Por mais que, nos primeiros dez minutos, tenha criado duas oportunidades para marcar. Essa postura ofensiva foi, justamente, a arma utilizada pelos brasileiros para encontrar espaço e marcar dois gols rapidamente, praticamente definindo o roteiro do jogo.

Gareca manteve a ideia do 4-4-2 para início, com a dupla Farfán e Guerrero na frente, além de Cueva e Polo pelos lados - depois Flores e Polo.

Contra os favoritos uruguaios, o Peru executou as mudanças que definiram o crescimento do time. Carrilo e Flores como titulares pela direita e pela esquerda, respectivamente, com Cueva sendo um meia central, além das presenças de Yotún e Tapia completando o setor. Farfán já era desfalque.

O desempenho sólido contra o Uruguai fortaleceu a ideia de Ricardo Gareca e o desenho tático foi mantido para o confronto contra os chilenos. Diante do Chile, o Peru teve a melhor atuação na Copa América.

Gallese, Advíncula, Zambrano, Abram e Trauco; Tapia e Yotún; Carrillo, Cueva e Flores; Guerrero. Um 4-2-3-1 veloz com a bola e compacto no 4-4-2 sem a bola. Com ótimo aproveitamento nas nove finalizações que tentou (três certas, três gols), tendo menos posse de bola que o rival (34.7%).

A final no Maracanã, às 17h, certamente será um jogo de controle brasileiro. Por ser melhor tecnicamente e jogar em casa, o Brasil vai conseguir impor suas ideias e ficará mais tempo no ataque do que na defesa.

Do outro lado, Ricardo Gareca não vai abdicar totalmente da bola, mas não vai se esforçar para que seu time a tenha. Usará o 4-4-2 na fase defensiva, diminuindo ao máximo o espaço para o adversário - o que fez a Venezuela é um bom exemplo. Quando recuperar a posse, a ligação com Carrillo e Flores será acionada, e as bolas alçadas para Guerrero farão parte da estratégia para provocar outro Maracanazo.

A comissão técnica brasileira já aguarda uma partida de paciência e concentração, que vai exigir dos jogadores muita força mental.

Fonte: Gustavo Hofman, de Teresópolis (RJ)

Comentários

Da estreia à final: Peru mudou as peças e a tática

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Foi suficiente para os pênaltis, mas não é o suficiente para a seleção brasileira

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Marquinhos disputa pelo alto
Marquinhos disputa pelo alto Lucas Figueiredo/CBF

Dois tempos bem distintos contra os paraguaios, assim como a atitude do time e do técnico durante a partida. O Brasil vai precisar mostrar mais para ganhar a Copa América, e está claro que a seleção precisa ter mais regularidade.

Nos quatro primeiros minutos, quatro finalizações - duas de cada lado. O Paraguai entrou em campo com uma formação leve, que privilegiava o contra-ataque, tendo Derlis González como atacante central e Miguel Almirón com total liberdade de movimentação. A defesa ganhou Junior Alonso na lateral-esquerda e Fabián Balbuena ao lado de Gustavo Gómez, com Iván Piris na direita. Assim, Santiago Arzamendia foi adiantado para a segunda linha pela esquerda, enquanto Hernán Pérez se posicionou pelo outro lado.

Na prática, as linhas paraguaias mais altas de marcação impuseram muita dificuldade aos brasileiros nos primeiros 15 minutos. Além disso, Gabriel Jesus atuava como ponteiro e não segundo atacante, já que Daniel Alves não conseguia apoiar. Philippe Coutinho ficou preso entre o 4-4-2 do adversário e Everton não driblava e partia para cima do marcador. Início muito abaixo da expectativa.

Tite poderia ter mudado o time sem trocas. Coutinho aberto pela esquerda, Everton pela direita, Gabriel Jesus como atacante e Firmino ao lado dele. Sem inovação, mas era necessário mudar para reagir. Não fez qualquer mudança, e o Paraguai quase marcou aos 29 com Derlis. Alisson evitou.

O treinador da seleção decidiu inverter os jogadores de Manchester City e Grêmio logo depois. Pouco efeito na prática surgiu, e o Brasil não melhorou. Depois retornaram às posições de início de partida. Foi um primeiro tempo bastante irritante da seleção, pela insistência nos erros. O pior de todos na Copa América, e é justo colocar o gramado ruim da Arena do Grêmio como um dos motivos.

Após o intervalo, Alex Sandro voltou no lugar de Filipe Luís e o Brasil também retomou a variação 4-3-3 com a bola e 4-1-4-1 na fase defensiva. O time melhorou, voltou com postura mais ofensiva e se tornou mais perigoso. Assim, aos nove minutos, Gabriel arrancou por dentro e deu ótimo passe para Firmino ser derubado quase na área, o que foi confirmado pelo VAR. Cartão vermelho para Balbuena.

A partir daí virou jogo de ataque contra defesa, massacre brasileiro. E Tite surpreendeu positivamente ao sacar Allan e colocar Willian, deslocar Daniel para o meio e aumentar ainda mais o domínio. Já na reta final, o jogador do PSG saiu para a estreia de Paquetá na competição. Fugiu das alterações óbvias. 

Pressão absurda, inúmeras chances, quase sempre com excelente participação de Everton, o melhor em campo, mas não foram suficientes para superar a organizada e muito aplicada equipe de Eduardo Berizzo.

Nos pênaltis, depois das eliminações de 2011 e 2015, desta vez deu Brasil. A história segue sendo escrita.

Fonte: Gustavo Hofman, de Porto Alegre-RS

Comentários

Foi suficiente para os pênaltis, mas não é o suficiente para a seleção brasileira

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Se mudar era preciso, o Brasil mudou

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman

Tite precisava mudar a seleção brasileira e mudou. O Brasil venceu o Peru por 5 a 0, jogou bem e agradou as 45057 pessoas que lotaram a Arena Corinthias, em São Paulo. A seleção teve a posse de bola e soube ser vertical.

No começo foram os 11 minutos iniciais de maior liberdade para jogar que a equipe teve na Copa América até agora. Foi também o período em que o Brasil mais foi exigido defensivamente. Na bola parada, que o time tanto treina, abriu o placar aos 12 após cobrança de escanteio de Philippe Coutinho, desvio de Thiago Silva e cabeçada final de Casemiro.

Pouco depois o jogo ficou bem mais tranquilo, graças à falha do goleiro Pedro Gallese, que chutou a bola em cima de Roberto Firmino, para depois vê-la bater na trave e o atacante do Liverpool o driblar.

Além das mudanças das peças, o time mudou o comportamento também, fora o retomado 4-3-3 na fase ofensiva e 4-1-4-1 na defensiva. Os jogadores pareciam com mais vontade de buscar o drible, a jogada individual, tentar algo diferente. Muito graças a Coutinho, Everton e Gabriel Jesus. E foi o jogador do Grêmio que, em lance de habilidade, puxou para dentro e bateu forte para fazer 3 a 0 com apenas 32 minutos de jogo.

Pela primeira vez na competição, o Brasil foi para os vestiários no intervalo sob aplausos. Merecidos.

O segundo tempo foi praticamente protocolar. O quarto gol saiu logo aos oito minutos com bela assistência de Firmino para Daniel Alves, que foi abraçado por todos os companheiros em campo e no banco. A partir daí, Tite passou a poupar alguns atletas.

Alex Sandro entrou no lugar de Filipe Luís, Allan por Casemiro - até já para testar novamente essa formação, já que o meio-campista do Real Madrid está suspenso para as quartas de final e Fernandinho ainda não tem retorno certo - e Willian na vaga de Philippe Coutinho. Ainda coube o cinco, com o meia do Chelsea, e o sexto só não saiu porque Gabriel, um dos melhores em campo, perdeu o pênalti.

Nos primeiros dois jogos, a finalização foi um grave problema da seleção brasileira. Contra bolivianos cinco no alvo, enquanto os venezuelanos viram apenas uma. Diante dos peruanos, foram nove certeiras (de 18 no total), ou seja, mais do que nos 180 minutos anteriores.

Fonte: Gustavo Hofman, de São Paulo-SP

Comentários

Se mudar era preciso, o Brasil mudou

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Tite precisa mudar a seleção para o próximo jogo

Gustavo Hofman
Gustavo Hofman


O Brasil jogou melhor do que a Venezuela e merecia vencer. Fez dois gols, ambos bem anulados pela arbitragem. Não conseguiu fazer o gol legal para garantir a vitória por alguns motivos, principalmente a péssima pontaria. Porém, antes da análise da partida, cabe uma afirmação para a próxima: Tite precisa mudar o time.

A Copa do Mundo trouxe algumas lições para uma comissão técnica praticamente inteira sem experiência em Mundiais. Para o treinador, a certeza de que não pode demorar tanto para modificar um time em torneio de tiro curto. Se na Copa Gabriel Jesus deveria ter saído da formação titular para Roberto Firmino, agora ele pede passagem para entrar. E não é o único.

Everton rendeu mais do que David Neres nos dois jogos, merece um lugar entre os 11 que começarão contra o Peru no próximo sábado. Essas duas alterações são, até certo ponto, naturais pelo rendimento dos atletas. É possível e necessário mudar um pouco mais.

Tite quer o Brasil jogando bonito, como ele mesmo disse antes da Copa América. Precisa acima de tudo jogar bem. Pois bem, um caminho pode ser Arthur e Allan no meio campo, junto com Philippe Coutinho.

No Napoli, Allan jogou a última temporada como meia central na segunda linha do 4-4-2 de Carlo Ancelotti; Arthur, como o próprio descreveu em coletiva recente, jogou entrelinhas no Barcelona, mais à frente. Os dois podem se alternar na saída de bola da seleção brasileira e em quem trabalha como meia avançado, ao lado de Philippe Coutinho. Essa seria a mudança mais radical que este comentarista faria, e que não seria novidade: o Brasil terminou jogando assim contra a República Tcheca.

Uma outra ainda poderia ser pensada: Alex Sandro por Filipe Luis. O lateral do Atlético de Madrid teve atuação boa contra a Bolívia e abaixo da sua média contra a Venezuela. Já o jogador da Juventus aproveitou bem demais as oportunidades que teve com Tite e garantiu vaga na competição: seria uma novidade na escalação, com enorme potencial ofensivo.

Fato é que o Brasil precisa mudar. Tenho convicção que Tite já percebeu isso.

Sobre o 0 a 0 com os venezuelanos, o primeiro tempo apresentou muitas dificuldades similares aos 45 minutos iniciais contra os bolivianos, mas com mais problemas nas finalizações. O Brasil teve a posse de bola (75%) e pouco arrematou, apenas seis vezes. A melhor delas com Richarlison, para grande defesa de Wuilker Fariñez.

Arthur jogou como segundo homem de meio-campo no 4-2-3-1. Tinha liberdade para tocar e avançar, porém, não apoiou o jogo pelo lado com Daniel Alves, Filipe Luis e o atacante do Everton ou David Neres, que trocaram de lado no final da primeira etapa. Pela esquerda, Filipe Luís foi muito discreto ofensivamente. Roberto Firmino e Philippe Coutinho se movimentaram bem, tentando sair da marcação fechada na variação do 4-1-4-1 para 4-5-1 venezuelano.

A volta do intervalo teve Gabriel Jesus na vaga de Richarlison, para jogar pela esquerda. O time seguiu sem profundidade. Aos 13 entrou Fernandinho no lugar de Casemiro, troca que deveria ter acontecido já na volta para o segundo tempo pela qualidade maior do passe. Com o meio-campista do Manchester City, a seleção passou a ter um passe mais objetivo, quebrando as linhas de marcação venezuelanas. Trocaram de lado Gabriel e David, e depois entrou Everton aos 27 no lugar do atacante do Ajax.

Como principal motivo para o empate, a péssima pontaria da seleção brasileira. Foram 19 finalizações e apenas uma no alvo. Uma. Tudo isso com 68,6% de posse de bola e 617 passes certos. E é necessário ressaltar o mérito tático do adversário, a fortaleza defensiva montada.

O público foi, mais uma vez, um enorme fracasso. Muito espaço vazio na linda Fonte Nova. Na maior parte do tempo, apoio das arquibancadas. Foi muito triste ouvir todo estádio vaiando Fernandinho. Já no final, as vaias para a seleção e os gritos de olé nos toques da Venezuela fazem parte da história da torcida brasileira em jogos de seleção. Quando não joga bem, raramente é poupada pelas arquibancadas.

Fonte: Gustavo Hofman, de Salvador-BA

Comentários

Tite precisa mudar a seleção para o próximo jogo

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading